Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2008

Dinheiro que puxa dinheiro

Numa altura de grande turbulência nos mercados financeiros, a diversificação do seu portefólio ganha uma importância renovada. Assim, para além das acções, das obrigações, dos depósitos a prazo, das mercadorias, dos fundos de investimento, dos ETF (sugestões não faltam neste espaço informativo), poderá estar na altura de olhar com mais atenção para o mercado cambial.
Jorge Ferraz, presidente da IMF – Informação de Mercados Financeiros, sublinha que “a maior vantagem do mercado cambial é ser um mercado perfeito, isto é, está aberto a todos e a informação é em simultâneo para todos”. De facto, é um mercado que permite trabalhar com enorme poder de alavancagem e uma panóplia de instrumentos e activos sem paralelo em outros mercados. O mercado cambial ou forex é o maior mercado financeiro do mundo com um volume de negócios médio diário que ultrapassa 2 biliões de euros (2 000 000 000 000€).
O famoso forex é precisamente o local onde as moedas são trocadas e negociadas. “Os investidores de todo o mundo compram ou vendem uma moeda por outra na esperança de obterem lucro quando o valor das moedas mudar em resposta às notícias e eventos do mercado ou como resultado da especulação de mercado”, frisa Ferraz.

De olhos em bico. Foto: KalandrakasFique de olhos em bico
Dentro do vastíssimo universo cambial, qual é a divisa preferida da IMF para 2008? “A nossa melhor aposta é de comprar ienes contra dólares, euros e dólares australianos”, revela Jorge Ferraz. Fica a dica, a moeda dos samurais é aquela que promete dar os melhores retornos a quem acreditar na força do país do Sol Nascente.
Resta acrescentar que qualquer investidor pode aceder a este investimento, seja em Portugal seja em qualquer outro país com divisa convertível. Trata-se de um mercado de balcão, o que significa que não existe localização física nem horas determinadas para efectuar os câmbios em que as ordens são dadas. Funciona 24 horas por dia através de uma rede electrónica de bancos, empresas e particulares que negoceiam uma moeda por outra. Vai apanhar o Expresso do Oriente? Diogo Nunes
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1 comentário:
De ruicaetano a 25 de Fevereiro de 2008 às 13:06
É mesmo de ficar com os olhos em bico.

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