Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2008

Verdadeiros "Crashes"

Quem investe nos mercados accionistas devia estar habituado a sustos, grandes ou pequenos e mais ou menos longos. Contudo, assim como muitas vezes uma constipação pode empurrar a bolsa para a cama por vários meses, também há resfriados que passam ao fim de poucas horas. O que se passa agora nos mercados nem se aproxima a um crash.

Tulipas (Foto: JC Rojas)Tulipas, Holanda
1634-1637
Queda: 90%
Com a diminuição do número de tulipas, os holandeses acorreram em massa a comprar e a investir numa flor que chegou a valer 65 mil euros, a preços de hoje. Depois de uma ligeira correcção veio a queda de mais de 90 por cento do preço que mergulhou o país na recessão.

Pormenor do quadro "Bolha do Mar da China", de Edward Matthew WardCompanhia do Mar do Sul, Inglaterra
1711-1720
Queda: 100%
Quando a Companhia do Mar do Sul assumiu toda a dívida pública do Estado inglês deu aos accionistas um imagem de confiança que fez disparar as acções das 100 para as 1000 libras. O apetite era tão forte que nem o célebre físico Isaac Newton ficou de fora da euforia. Na mesma altura iam surgindo empresas com negócios bizarros como comércio de cabelo ou extracção de luz solar a partir de pepinos que aumentavam a bolha. Quando os directores venderam as suas participações conscientes da sobrevalorização do preço, a maioria não se conseguiu salvar.

Chip (Foto: $arah Murray)Dotcom, Planeta Terra
2000-2002
Queda: 70%
Foram 3 anos a engordar uma bolha de empresas tecnológicas que floresciam como cogumelos aproveitando a onda da chamada “Nova Economia". Em apenas 4 anos o Nasdaq (que agrega as empresas tecnológicas) cresceu dos 600 para os 5000 pontos. Enquanto os astutos investidores iam saindo do comboio a tempo, os últimos ficaram para ver rebentar a bolha. Nuno Alexandre Silva

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