Quinta-feira, 13 de Março de 2008

Cheque em branco nos PPR públicos

Certificados de reformaO novo instrumento de poupança para a reforma lançado no primeiro dia do presente mês pelo governo veio agitar as águas no sector segurador. Deixando as polémicas entre o Estado e os privados de parte, não deixa de causar estranheza que o regime público de capitalização – certificado de reforma ou PPR público (já há nomes para todos os gostos) – tenha começado a ser comercializado sem as regras do jogo serem todas conhecidas. Confirme no folheto informativo.
“Ainda não está totalmente definido o valor das comissões de gestão, que estão dependentes dos custos associados às transacções financeiras”, confirma Manuel Baganha, presidente do Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social. Para já, garantida está a cobrança de “50 cêntimos de euro relacionada com custos administrativos provocados por eventual incumprimento nas contribuições”, adianta o presidente do IGFCSS.
Ou seja, os aforradores estão a dar carta branca e a confiarem a administração das suas poupanças sem sequer saberem exactamente quanto é que vão pagar. Uma coisa é certa: o custo será sempre muito inferior à taxa global de custos dos PPR privados (que pode ir até aos 2 por cento) e toda a polémica gerada faz antever que as seguradoras e as sociedades gestoras de fundos acabem mesmo por flexibilizar os custos que cobram actualmente para benefício dos seus clientes. Porém, será que os PPR, públicos ou estatais, são a melhor opção para si? Descubra na edição de Abril da Carteira. Diogo Nunes
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1 comentário:
De Xoné a 26 de Março de 2011 às 17:14
Há um novo livro (Como Salvar a Minha Reforma) que diz que este produto é ainda pior que os PPR. Confirme em facebook.com/minhareforma.

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