Sábado, 22 de Março de 2008

Ganhe enquanto os outros vêem a bola

3 exclusivos: BSkyB, Mediaset e VivendiSão 19h45 de uma quarta-feira de 2009. No campo de futebol, 2 equipas estão preparadas para iniciar a final da Liga dos Campeões e, por todo o Reino Unido, há televisões sintonizadas na SkySports. Quem pode ganhar antes dos 90 minutos? A British Sky Broadcasting Group, conhecida por BSkyB.
Os accionistas do grupo liderado  pelo multimilionário australiano Rupert Murdoch vão vibrar com cada golo, mas também com cada televisão, telemóvel ou computador sintonizado naquele canal, que recentemente adquiriu a maior parte dos direitos televisivos da Liga dos Campeões, a maior prova europeia de equipas. Os 305 milhões de euros investidos permitirão um exclusivo da prova entre os anos 2009 e 2012, ao que se juntam aos direitos por 3 anos da Premier League, a principal divisão de clubes inglesa.
A BSkyB não é a única a investir nos exclusivos de futebol. Em França, o grupo Vivendi tem o exclusivo dos jogos da principal divisão francesa até 2012, através do Canal Plus, em parceria com a operadora de telecomunicações Orange. Foram mais de 650 milhões de euros investidos para que, durante 4 anos, os franceses tenham que sintonizar aquele canal para ver Pedro Pauleta, do Paris Saint-Germain, ou Juninho, do actual campeão Lyon, marcar golo. Além disso, os franceses também podem ver o futebol inglês em exclusivo nos canais do grupo francês.
Em Itália, é Silvio Berlusconi, antigo primeiro-ministro, quem controla os direitos televisivos das maiores equipas. Inter de Milão, Milan, Juventus e Roma fazem parte do pacote de clubes que apenas se pode ver jogar nos canais da empresa MediaSet ou no estádio. As equipas que dominam o campeonato italiano e que têm o maior número de adeptos em Itália têm acordos por 2 anos com a empresa, com excepção da Juventus, que acordou a exclusividade por 3 anos, até 2010. Ao todo, o grupo detido pela família Berlusconi gastou 285 milhões de euros para ter a vantagem face aos concorrentes, mas a exclusividade não tem convencido os analistas.
Para os accionistas das 3 empresas, mais do que a vitória em campo, interessa a vitória nas audiências. Nuno Alexandre Silva

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