Terça-feira, 25 de Março de 2008

Nem a roleta escapa à crise financeira

O investimento feito num casino é sempre apontado como uma aposta certa. Porquê? Porque a "casa" sai sempre vencedora. O vício  do jogo gera receitas anuais de 55 mil milhões de euros só nos EUA. Contudo, até mesmo este negócio, que era apontado como um sector de refúgio para os investidores em períodos de recessão económica, não está a conseguir contornar o resfriamento da maior economia mundial: "Assiste-se a uma redução do número de visitantes e a uma constante queda dos gastos dos jogadores pelas salas de jogos dos EUA", revela um relatório emitido pela agência de notação financeira Moody's.
A avizinhar-se um abrandamento prolongado da economia do "Tio Sam", poucos dólares sobrarão nos orçamentos das famílias norte-americanas para jogarem mais uma partida de blackjack ou de póquer. Por essa razão, a Moody's mostra-se pouco optimista para o sector do jogo, perspectivando que os próximos anos venham a ser "marcados por uma forte concorrência, maiores restrições jurídicas e com pesadas somas de dinheiro na promoção dos seus eventos e de avolumados investimentos de capitais".
Azar bate à porta dos casinoOs primeiros sinais de alarme já começaram a soar. Depois da última década ter sido pautada por um crescimento médio das receitas geradas pelas casas de jogo de cerca de 6,59 por cento, vários estados norte-americanos reportaram em Janeiro, em termos homólogos, quedas dos resultados dos casinos locais: com um embate de 17 por cento, o estado de Illinois foi o mais atingido, logo seguido das perdas das receitas de 10 por cento do estado de Nova Jersey. Nem mesmo a capital do jogo saiu ilesa: os casinos de Las Vegas, localizados no estado do Nevada, viram as suas receitas decrescer 4,7 por cento. A situação é de tal ordem agravante que, segundo a Moody's, "2 das maiores empresas de jogo, a Harrah's Entertainment e a Station Casinos, estão a operar com elevados patamares de dívida". É caso para dizer que o azar tomou conta dos cofres dos casinos e tudo porque, nos dias que correm, "quem não tem dinheiro não tem vícios". Luís Leitão

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