Sexta-feira, 28 de Março de 2008

Pescar acções à esquimó

Imagine por um momento que habita no Pólo Norte e acaba de ver na Internet que os últimos estudos da NASA  confirmam o pior cenário que lhe poderia acontecer: vai ser forçado a sair, devido ao degelo, do manto branco que o acolhe, no máximo, até 2015. Brrrrr, que frio! Só existe uma saída para a fatalidade: mudar de casa. Para que não saia só a perder com a situação, poderá comprar acções de empresas que vão ganhar com o incontornável aquecimento global.
Muitas empresas estão de olho nas oportunidades que o efeito de estufa venha a criar e a investir bastante na sua antecipação. Desde logo, segundo os especialistas, a curta distância que ainda separa 3 continentes a Norte vai depressa desaparecer nas ondas provocadas pelo degelo dos icebergues. Já viu os lucros chorudos que vão pescar as companhias de navegação, com destaque para as canadianas e americanas, e todas as restantes empresas que recorrem aos seus serviços, nas exportações entre a Europa, a América do Norte e a Ásia? Em vez de os navios de carga darem quase a volta ao mundo para transportar as mercadorias, 3 dos continentes que mais mexem em termos económicos vão passar a estar ligados por uma estrada de água no meio do gelo. Mesmo assim, estima-se que numa primeira fase sejam apenas alguns meses por ano, mas ao ritmo que as coisas hoje evoluem, quem sabe se dentro de mais alguns anos não estaremos a ir fazer praia para o Ártico...
Além dos cientistas norte-americanos também o Governo canadiano já se colocou na dianteira nas oportunidades que o aquecimento global criará nesta região. É o exemplo de  um mega projecto de 65 milhões de euros para a revitalização das instalações portuárias de Nanisivik, uma zona de águas profundas, a partir de 2010 até 2015. Tal é a importância da alteração geográfica, que o governo de Otava já mandou colocar de pé duas bases militares (uma será renovada e a outra criada de raiz), de forma a assegurar a soberania canadiana sobre a Passagem do Noroeste, como é apelidada a região com maior navegabilidade do Pólo Norte e que, dentro em breve, promete aproximar ainda mais o mundo. Diogo Nunes

Iglos resistentes ao efeito de estufa
Estas são algumas das empresas que mais irão lucrar com o degelo do Ártico e que têm sido alvo de recomendações de compra dos analistas
Empresa Características Bolsa
Canadian Natural Resources Uma das maiores empresas canadianas do sector energético
Nova Iorque
International Shipholding Multinacional norte-americana que opera no transporte de mercadorias por mar Nova Iorque
Genco Shipping & Trading Uma das transportadoras marítimas mais focadas no Atlântico Norte Nova Iorque
Eagle Bulk Shipping Transportadora marítima com grande presença nos mares gelados do Ártico Nova Iorque
1 comentário:
De Dário a 28 de Março de 2008 às 22:44
Mas está tudo doido?! Se de facto o degelo for assim tão grande no artico, que permita encurtar distâncias atraves de "autoestradas" maritimas, então isso significa que todo o sistema climatico global irá sofrer grandes mudanças, sendo a economia global altamente prejudicada. Como pode ela ser sustentavel se Nova Orleões repetir-se anualmente e em vários pontos do mundo, e/ou as secas, e as epidemias por arrasto? Sem produção não há facturação, certo?! Acho mais rentável comprar glaciares e engarrafa-los em garrafas PET, pois irá ser a nossa última fonte de água doce potável no mundo! Ok esta última parte já é exagero.

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