Sexta-feira, 29 de Fevereiro de 2008

Dê um rumo aos investimentos

Depois do telemóvel e do iPod, chegou a vez do GPS receber o galardão de gadget da moda. O que começou por ser um utensílio apenas para automobilistas, passou rapidamente para mais uma das ferramentas dos telemóveis de terceira geração. Por enquanto, a Garmin e a TomTom continuam a ser os líderes do sector com cerca de um terço do mercado. No entanto, para a próxima década, avizinham-se grandes mudanças. Basta pensar que, enquanto se venderam 50 milhões de dispositivos de GPS e telemóveis com sistemas de navegação integrados em 2006, a Telematic Research Group estima que, em 2012, esse número ascenda a 220 milhões de unidades e, em 2015, atinja os 500 milhões de dispositivos vendidos em todo o mundo.
A aproveitar esta febre pela orientação têm estado as grandes empresas de telecomunicações, como a Nokia, a Motorola e as sul-coreanas LG e Samsung. No caso da empresa nórdica, as recentes aquisições e os fortes investimentos que tem vindo a efectuar não deixam dúvidas: a liderança por este mercado é um claro objectivo da Nokia. De tal forma, que segundo a TSR, de 5 milhões telemóveis com GPS vendidos em 2007, a Nokia tornar-se-á no líder no segmento de GPS em 2015, com mais de 180 milhões de unidades vendidas. Luís Leitão

Oriente-se!
As vendas de GPS deverão aumentar 900 por cento nos próximos 8 anos. A liderar esta expansão estará a Nokia e a TomTom
Vendas em milhões de unidades
  2007 2015
Nokia 5
180
Motorola –  70
Samsung 70
LG
60
Garmin
8 25
TomTom 9 25
Fonte: Telematics Research Group. Vendas estimadas de GPS
Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008

Surpresas online deixam Best offline

Banco Best com problemas.Há apenas 2 meses, a taxa de satisfação dos clientes do Banco Best situava-se nos 95 por cento, um registo impressionante. Porém, se o mesmo inquérito fosse levado a cabo hoje pelo banco, dificilmente conseguiria manter esse nível tão elevado. Porquê? Devido aos problemas que afectaram o seu sítio electrónico durante a última semana e que motivam uma série de reclamações por parte dos clientes.
Muitos investidores dizem que foram prejudicados pela ausência dos instrumentos que lhes permitem negociar na bolsa, gerir contas e investir em fundos, segmento em que o banco é líder em Portugal na distribuição de produtos estrangeiros. Face às dificuldades enfrentadas, um cliente revela ter sido informado pela linha de apoio que o banco "só assegura os acessos através do Internet Explorer". Para seu grande azar, utilizando um computador Mac, não tinha a possibilidade de aceder pelo referido programa de navegação. Ele e os outros 25 por cento de cibernautas que utilizam softwares alternativos.
O Banco Best efectuou uma actualização na sua plataforma de sistemas de informação com o objectivo de melhorar o nível de serviço a clientes. “Decidimos investir na actualização da plataforma com o objectivo de oferecer serviços ainda mais eficientes e inovadores, que irão passar a incluir transaccionalidade em multi-moeda, a disponibilização dos serviços em diferentes línguas, entre outras novidades que irão sendo divulgadas”, revela, em primeira mão, Pedro de Sousa Cardoso, director de marketing do Banco Best.

Disparo tecnológico
O tiro acabou por sair pela culatra, ou seja, as alterações em curso acabaram por afectar o normal funcionamento das ferramentas colocadas pelo banco ao dispor dos clientes, sobretudo, na área de trading. Colateralmente, o fraco desempenho online afectou o nível de resposta do centro de atendimento, “dado o fluxo atípico de chamadas gerado por parte dos clientes traders, o que por sua vez levou a dificuldades genéricas de acesso ao banco, por parte dos clientes que tipicamente usam o canal telefónico”, explica o director.
O responsável garante que a actividade de trading e os restantes instrumentos de negociação estão normalizados, “não obstante poderem acontecer situações pontuais e circunscritas que se enquadram no normal funcionamento dos sistemas informáticos”. Diogo Nunes

Parabéns bolsa!

Foi o que sobrou do bolo que já comemos.Qual seria a reacção dos agentes económicos se, por uma sessão de 30 minutos, a bolsa de Lisboa não registasse qualquer transacção de acções? Foi exactamente isto que aconteceu no dia de reabertura da bolsa de valores de Lisboa, que comemora o 31.º aniversário hoje. Depois do 25 de Abril de 1974, a bolsa esteve quase 3 anos encerrada. Lisnave e Portugal e Colónias foram as 2 primeiras empresas que conseguiram transaccionar a um preço que rondou os 3000 escudos e os 2500 escudos, numa bolsa que só funcionava às segundas, quartas e sextas-feiras. Nuno Alexandre Silva

31 anos a mudar
Em 1977, a acção mais negociada, a Fornos Eléctricos, não passava das 3 centenas por dia. Hoje, graças ao mercado electrónico, são aos milhões
1977 2008
Fornos Eléctricos
230 Sonae
17 664 024
Vidago, Melgaço & Pedras Salgadas
100 BCP
17 658 276
Portugal e Colónias
64 Portugal Telecom
4 506 573
Lisnave
44 Portucel
2 973 982
Fonte: Expresso, Bloomberg. Número médio de acções transaccionadas nas 5 primeiras sessões do ano
Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2008

Taxas dos certificados de aforro caem em Março

Os certificados rendem menosA descida das taxas de juro é boa para a maioria das pessoas, já que vêem as prestações do crédito hipotecário a cair. Porém, o rendimento acumulado nos certificados de aforro também acompanha a queda das taxas Euribor, que servem de referência à maioria dos créditos e aos certificados de aforro.
A taxa de referência da nova série C dos certificados cairá para 3,458 por cento em Março, quando em Fevereiro tinha ficado em 3,488 por cento. A diferença pode parecer reduzida, mas numa aplicação de longo prazo (limitada a 10 anos pela legislação), o impacte pode ser significativo. Além disso, os economistas estimam que as taxas Euribor continuarão a cair nos próximos meses.
Os aforradores que ainda têm títulos das séries A e B, cujas subscrições foram suspensas, verão as taxas-base a descer de 2,603 por cento para 2,513 por cento em Março. David Almas

Renováveis fora de horas

Painel solar. Foto: absentmindedprofAinda não é hoje que vai poder fazer o registo para produzir energia e passar a vender aos outros, o conceito apelidado “renováveis na hora”. Quando se previa que o arranque fosse dado hoje, às 12 horas, o aviso que agora está na página da Direcção-Geral de Energia e Geologia indica que será apenas no final do mês de Março que os consumidores vão poder começar a produzir energia, solar ou eólica. Se já comprou o equipamento ou está a pensar investir cerca de 18 mil euros num painel fotovoltaico – excluindo IVA a 12 por cento e despesas de deslocação – que aproveite as quase 3000 horas solares anuais em Portugal, terá de esperar que o Ministério da Economia consiga pôr em marcha o novo Sistema de Registo de Microprodução. Dionísio Henriques, responsável de energias renováveis da empresa instaladora dos equipamentos solares Moreme, afirma que “só quem não conhece a Direcção-Geral é que não estava à espera” deste cenário.
Quem quiser tirar partido do Sol vai ter que pagar uma taxa de 250 euros pelo registo que será feito através de um formulário electrónico no sítio da DGEG, possuindo depois 120 dias para instalar o painel solar e conseguir que lhe seja concedido um certificado de exploração.
Terá a possibilidade de produzir electricidade à tarifa fixada pelo governo para os próximos 5 anos, 650 euros por megawatt-hora, o que pode significar uma receita anual na ordem dos 3500 euros, ainda que a tarifa vá diminuindo conforme vá aumentando a produção. No final de 5 anos, quando já poderá ter quase 17 mil euros, o governo reverá a tarifa de energia eléctrica e a tendência será para reduzir o preço que os produtores recebem. Contudo, neste cenário, o investimento inicial deverá estar coberto no sétimo ano e, até 2023, ano em que terminaria o regime bonificado, o novo produtor-consumidor poderá ter bons resultados durante 8 anos. Além disso, tem a possibilidade de uma dedução no IRS até 777 euros do valor do painel solar. Nuno Alexandre Silva
Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2008

Música para os seus ouvidos

A nova Era digital já bateu à porta das grandes discográficas. Segundo o relatório “The End of the Music Industry As We Know It”, desenvolvido pela Forrester Research, os downloads de música pela internet crescerão a um ritmo de 23 por cento nos próximos 5 anos. Isso significa que, em 2012, a música digital representará um mercado de 3,2 mil milhões de euros, bem superior às receitas de 2,5 mil milhões de euros da venda de discos compactos.
As vendas online representarão metade do mercado musical dos EUAA Amazon.com e a Apple esfregam as mãos de contentes. Estas são boas notícias para o seu negócios de venda de músicas pela internet. Mas também os artistas e os consumidores agradecem a evolução tecnológica. Os primeiros vêem o seu trabalho chegar mais rapidamente e a mais pessoas graças ao mercado global que é a internet e os segundos agradecem a redução dos preços dos seus álbuns preferidos. E quem perde com tudo isto? As grandes editoras, que, desde 2000, tentam destruir o formato digital MP3, combatem a partilha de ficheiros e actuam no mercado comprando direitos digitais (DRM) em vez de abraçarem a livre divulgação da música.
Como resposta a um longo período de combate à mudança, a indústria discográfica acabará por pagar bem caro o tremendo falhanço na evolução da música analógica para o formato digital. Luís Leitão
Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008

Lucro certo em clima incerto

Com a economia mundial a ressacar o efeito da overdose de crédito e a maior economia do globo, os Estados Unidos da América, à beira de uma recessão económica, só há um activo capaz de assegurar alegria aos investidores: a incerteza. Não, não é brincadeira. Através da volatilidade, a incerteza é hoje cotada como um activo normal e até pode ser bem rentável.
Desde Julho de 2007, quando começaram a surgir os primeiros sustos com o mercado de crédito, o Chicago Board Options Exchange Volatility Index ou VIX, índice que mede a volatilidade esperada no índice accionista norte-americano Stantard & Poor's 500 nos 30 dias seguintes ao dia da negociação, valorizou 47 por cento, um ganho capaz de envergonhar um qualquer fundo da classe de acções de países emergentes.
Quem tem conta numa corretora ou acede a uma das plataformas de negociação disponibilizadas pelos bancos “online” consegue tomar posições sobre o VIX. No entanto, como são instrumentos alavancados e voláteis, não devem ser utilizados de ânimo leve sob pena de colocar o investidor à beira de um ataque de nervos. Em alternativa, opte por um fundo de investimento. Basta definir o risco a correr.
Para os investidores mais nervosos recomenda-se o CAAM Dynarbitrage Volatility, um fundo de risco baixo, cuja estratégia assenta na arbitragem de preços de vários activos de forma a ganhar anualmente 4 por cento acima das taxas de juro sem risco. Este fundo é gerido de forma a que, nas piores circunstâncias do mercado, as perdas não vão além dos 4 por cento.
Mais nervoso que o anterior, mas também potencialmente mais rentável, é o CAAM Volatility Euro Equities, um fundo que tem o objectivo de ganhar com o aumento da volatilidade nos mercados accionistas europeus a troco de um risco semelhante ao de um fundo de acções. No último ano, enquanto o Dow Jones Euro Stoxx 50, o índice de referência para o mercado accionsta europeu, perdeu 7,68 por cento, o fundo acumulou um ganho de 11,44 por cento. Joaquim Madrinha

Aposte na incerteza
Escolha o fundo mais adequado ao seu perfil de risco e tenha um lucro certo
Fundo Rendibilidade
12 meses
Onde comprar
CAAM Volatility Euro Equities 11,44% ActivoBank7, Banco Best, Banco Big
CAAM Dynarbitrage Volatility 3,36% ActivoBank7, Banco Best, Banco Big
Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2008

Dinheiro que puxa dinheiro

Numa altura de grande turbulência nos mercados financeiros, a diversificação do seu portefólio ganha uma importância renovada. Assim, para além das acções, das obrigações, dos depósitos a prazo, das mercadorias, dos fundos de investimento, dos ETF (sugestões não faltam neste espaço informativo), poderá estar na altura de olhar com mais atenção para o mercado cambial.
Jorge Ferraz, presidente da IMF – Informação de Mercados Financeiros, sublinha que “a maior vantagem do mercado cambial é ser um mercado perfeito, isto é, está aberto a todos e a informação é em simultâneo para todos”. De facto, é um mercado que permite trabalhar com enorme poder de alavancagem e uma panóplia de instrumentos e activos sem paralelo em outros mercados. O mercado cambial ou forex é o maior mercado financeiro do mundo com um volume de negócios médio diário que ultrapassa 2 biliões de euros (2 000 000 000 000€).
O famoso forex é precisamente o local onde as moedas são trocadas e negociadas. “Os investidores de todo o mundo compram ou vendem uma moeda por outra na esperança de obterem lucro quando o valor das moedas mudar em resposta às notícias e eventos do mercado ou como resultado da especulação de mercado”, frisa Ferraz.

De olhos em bico. Foto: KalandrakasFique de olhos em bico
Dentro do vastíssimo universo cambial, qual é a divisa preferida da IMF para 2008? “A nossa melhor aposta é de comprar ienes contra dólares, euros e dólares australianos”, revela Jorge Ferraz. Fica a dica, a moeda dos samurais é aquela que promete dar os melhores retornos a quem acreditar na força do país do Sol Nascente.
Resta acrescentar que qualquer investidor pode aceder a este investimento, seja em Portugal seja em qualquer outro país com divisa convertível. Trata-se de um mercado de balcão, o que significa que não existe localização física nem horas determinadas para efectuar os câmbios em que as ordens são dadas. Funciona 24 horas por dia através de uma rede electrónica de bancos, empresas e particulares que negoceiam uma moeda por outra. Vai apanhar o Expresso do Oriente? Diogo Nunes
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Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008

Dormindo com o inimigo

O petróleo está de novo a tocar máximos históricos na bolsa de Nova Iorque e na bolsa de Londres. Para quem estiver decidido a combater o preço da matéria-prima deixando o automóvel em casa e indo a pé para o trabalho, não aliviará mais do que um dos tentáculos do líquido viscoso. Se não, comecemos pelo básico da nossa vida: as máquinas agrícolas que nos colocam a comida na mesa trabalham a combustível derivado do petróleo, muitos dos aquecimentos que nos ajudam a passar um Inverno mais quente também, mas se for à sua casa de banho vai encontrar ainda mais motivos para desmoralizar. Da escova de dentes ao desodorizante e ao champô, que são produtos da indústria petroquímica, a sua casa está repleta de objectos que fazem mais difícil lutar contra a subida dos preços do crude. E se quiser caminhar terá de o fazer sem calçado com sola de borracha e não poderá usar o cartão de crédito ou de débito.
Está condenado a ter de aliar-se ao inimigo que lhe faz baixar o orçamento e investir num fundo cotado que segue o preço do petróleo para cobrir a subida da matéria-prima que domina a sua casa. Assim, quando subir o preço em Nova Iorque ou em Londres ficará com um cabaz de compras mais caro, mas pelo menos vai poder tirar proveito do seu novo amigo. Nuno Alexandre Silva

Não deixe que ele domine a sua vida
Os fundos que seguem o preço do petróleo permitem-lhe ganhar quando o petróleo sobe e cobrir o aumento dos preços dos seus descendentes. O último destes fundos acompanha o preço da gasolina nos EUA
Fundo Bolsa
United States Oil Amex
ETFS Brent Oil Frankfurt
ETFS WTI Oil Frankfurt
ETFS Crude Oil Frankfurt
ETFS Gasoline Frankfurt
Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008

Blu-ray será rei

Após alguns anos de indecisão sobre qual dos formatos iria prevalecer no futuro – HD-DVD da Toshiba ou Blu-ray da Sony –, a Toshiba acabou por deitar a toalha ao chão no início da semana, anunciando que deixará de promover o seu formato até ao final do mês. Com esta decisão, a Sony consegue vencer uma batalha semelhante à travada na década de 1980, mas que perdeu ao desistir do formato Betamax.
O fim da guerra no formato digital de alta definição teve um principal vencedor: o consumidor. Para os especialistas, a vitória do Blu-ray sobre o HD-DVD deverá surtir efeitos imediatos nas vendas da Playstation 3 e na Xbox 360. Enquanto a consola de videojogos da Sony, que já utiliza a tecnologia Blu-ray deverá registar um aumento da procura, a consola da Microsoft, que incorpora o formato digital da Toshiba, deverá registar uma queda nas vendas. Algo semelhante deverá acontecer aos leitores e gravadores da Sanyo e da NEC. Com a saída do HD-DVD do mercado no curto prazo, também os seus aparelhos ficarão obsoletos e uma nova estratégia terá de ser montada. Em contrapartida, do lado dos vencedores, além da Sony, empresas como a Dell, a Apple e a Philips Electronics, que já adoptaram o formato Blu-ray, estão hoje um passo à frente da concorrência, e deverão começar a investir ainda mais nesta tecnologia com o objectivo de serem os primeiros no lançamento de novos produtos. Luís Leitão

Vencedores e vencidos
Além da Sony, empresas como a Apple, a Dell e a Philips estão hoje na frente do pelotão dos grandes vencedores da batalha do Blu-ray contra o HD-DVD
Empresa Bolsa
Vencedores
Apple
Nasdaq
Dell Nasdaq
Philips Electronics Amesterdão, Nova Iorque
Sony Nova Iorque, Tóquio
Vencidos
Microsoft Nasdaq
NEC Nasdaq, Tóquio
Sanyo Electric Nasdaq, Tóquio
Toshiba Londres, Tóquio

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