Segunda-feira, 31 de Março de 2008

Abre a caça ao dividendo

Entra Abril e entram os dividendos. É a partir deste mês que as sociedades distribuem tradicionalmente os dividendos referentes ao exercício do ano anterior. A generalidade das cotadas portuguesas aumentou (ou, pelo menos, manteve) as distribuições de lucros dos anos anteriores. Se já está a esfregar as mãos, use a calculadora em baixo para saber quanto é que deve esperar que lhe debitem na conta.
Não se esqueça que algumas empresas optam por pagar dividendos intercalares. É o caso do Banco Comercial Português, da Galp Energia, da Portucel e da SAG, embora o banco tenha suspendido recentemente o seu programa de dividendos. David Almas

Quanto receberá neste ano? Escolha a sociedade emitente das acções e o número de títulos que tem no portefólio. Depois clique em calcular para saber quais serão os dividendos a depositar na sua conta.
Sábado, 29 de Março de 2008

Obrigações vacinadas contra “subprime”

Uma seringa no subprimeA propagação mundial aos mercados de capitais desta espécie de vírus chamado subprime está a levar os fundos de acções ao tapete. Entre as várias centenas de fundos de investimento em acções à venda em Portugal, não há um único com desempenho positivo no último ano. No entanto, dada a periclitante conjuntura económica, este comportamento até deve ser considerado normal. Afinal, trata-se de  fundos com risco elevado, expostos à volatilidade dos mercados accionistas onde investem. O que não é normal é um fundo como o Millennium Obrigações Mundiais perder quase 7 por cento no último ano, quando trata-se de um fundo  pertencente à classe de fundos de obrigações de taxa indexada, conhecida pelo baixo risco e pelos seus retornos próximos das taxas de juro de curto prazo. Isto sim, é uma razão forte para pôr um investidor conservador fulo.
O caso do fundo da gestora do banco Millennium bcp é o mais grave, mas não é o único. Como o vírus subprime deriva de um problema no mercado de crédito, todos os fundos da classe de taxa indexada euro foram mais ou menos infectados. Dos 24 fundos nacionais existentes, somente metade está em terreno positivo e nenhum regista uma taxa de rendibilidade próxima da taxa de inflação, o que coloca um sério desafio aos investidores mais avessos ao risco. Se procura um fundo de investimento pouco arriscado e resistente ao vírus subprime, os 3 fundos patentes na tabela seguinte podem ser a profilaxia ideal para os seus investimentos. Joaquim Madrinha

Vacinados
O desempenho destes fundos são um bons exemplos de resistência à virose "subprime" que está a afectar o mercado obrigacionista
Fundo Comentário Onde comprar
DB Platinum IV  Sovereign Plus R1c Investe maioritariamente em obrigações de dívida pública. Porém, os 12 por cento de rendibilidade em 2007 deve-se, em parte, à exposição em matérias-primas, que pode pesar até 30 por cento na carteira
ActivoBank7, Banco Best
BPI Euro Taxa Fixa É praticamente imune a qualquer praga que afecte os mercados. No último ano, rendeu 4,78 por cento e desde que foi comercializado, em Abril de 1993, regista ganhos anuais de 5,89 por cento ActivoBank7, Banco Best, Banco BPI, BPI, Banco Big
Pimco Global Real Return HE
Aposta em obrigações de taxa indexada à inflação, uma classe de títulos de dívida que tem sido estimulada pela subida da inflação,  valendo-lhe uma rendibilidade de 6,64 por cento nos últimos 12 meses ActivoBank7, Banco Best

Sexta-feira, 28 de Março de 2008

Pescar acções à esquimó

Imagine por um momento que habita no Pólo Norte e acaba de ver na Internet que os últimos estudos da NASA  confirmam o pior cenário que lhe poderia acontecer: vai ser forçado a sair, devido ao degelo, do manto branco que o acolhe, no máximo, até 2015. Brrrrr, que frio! Só existe uma saída para a fatalidade: mudar de casa. Para que não saia só a perder com a situação, poderá comprar acções de empresas que vão ganhar com o incontornável aquecimento global.
Muitas empresas estão de olho nas oportunidades que o efeito de estufa venha a criar e a investir bastante na sua antecipação. Desde logo, segundo os especialistas, a curta distância que ainda separa 3 continentes a Norte vai depressa desaparecer nas ondas provocadas pelo degelo dos icebergues. Já viu os lucros chorudos que vão pescar as companhias de navegação, com destaque para as canadianas e americanas, e todas as restantes empresas que recorrem aos seus serviços, nas exportações entre a Europa, a América do Norte e a Ásia? Em vez de os navios de carga darem quase a volta ao mundo para transportar as mercadorias, 3 dos continentes que mais mexem em termos económicos vão passar a estar ligados por uma estrada de água no meio do gelo. Mesmo assim, estima-se que numa primeira fase sejam apenas alguns meses por ano, mas ao ritmo que as coisas hoje evoluem, quem sabe se dentro de mais alguns anos não estaremos a ir fazer praia para o Ártico...
Além dos cientistas norte-americanos também o Governo canadiano já se colocou na dianteira nas oportunidades que o aquecimento global criará nesta região. É o exemplo de  um mega projecto de 65 milhões de euros para a revitalização das instalações portuárias de Nanisivik, uma zona de águas profundas, a partir de 2010 até 2015. Tal é a importância da alteração geográfica, que o governo de Otava já mandou colocar de pé duas bases militares (uma será renovada e a outra criada de raiz), de forma a assegurar a soberania canadiana sobre a Passagem do Noroeste, como é apelidada a região com maior navegabilidade do Pólo Norte e que, dentro em breve, promete aproximar ainda mais o mundo. Diogo Nunes

Iglos resistentes ao efeito de estufa
Estas são algumas das empresas que mais irão lucrar com o degelo do Ártico e que têm sido alvo de recomendações de compra dos analistas
Empresa Características Bolsa
Canadian Natural Resources Uma das maiores empresas canadianas do sector energético
Nova Iorque
International Shipholding Multinacional norte-americana que opera no transporte de mercadorias por mar Nova Iorque
Genco Shipping & Trading Uma das transportadoras marítimas mais focadas no Atlântico Norte Nova Iorque
Eagle Bulk Shipping Transportadora marítima com grande presença nos mares gelados do Ártico Nova Iorque
Quinta-feira, 27 de Março de 2008

Não é só no futebol que os gregos são bons

Ainda a recuperar da derrota de ontem frente à Grécia, os portugueses podem sair a ganhar com os gregos. É que, além de os helénicos serem bons futebolistas – derrotaram a selecção portuguesa de futebol por 2-1 ontem na Alemanha –, têm conseguido um bom desempenho no mar.
Que o digam as empresas de porta-contentores e transporte marítimo com sede na Grécia que cobrem grande parte dos mares mundiais, distribuindo contentores e apanhando a boleia de um comércio mundial que nos últimos 5 anos cresceu mais de 6 por cento por ano, de acordo com o Banco Mundial.
Os gregos estão numa boa maréA Danaos é uma das companhias gregas que tem aproveitado as boas ondas do transporte marítimo, especialmente na zona da Austrália e da Ásia, uma das rotas comerciais mais fortes pela necessidade chinesa de recursos naturais. A forte subida das receitas em 2007 e os bons números da empresa levam os analistas a serem unânimes quanto à aquisição dos títulos que representam os 36 porta-contentores que operam globalmente. Mas há mais bons negócios com os gregos que estão encaminhados para os lucros. São os casos das empresas Euroseas, que aumentou as receitas em 44 por cento durante 2007 e que transporta ferro, carvão e cereais por todo o mundo, e da Quintana Maritime, que mais que duplicou as receitas em 2007. Só a Euroseas, que detém 15 navios, pode pôr a frota a funcionar a favor dos portugueses que decidam investir na companhia que os analistas acreditam que está muito subvalorizada e que poderá aumentar o valor das acções em mais de 60 por cento.
Faça um esforço para esquecer a bola e vá ver passar navios na sua carteira. Nuno Alexandre Silva

Será que o seu computador é o mais barato?

Enquanto o TopTen, uma ferramenta da Quercus que orienta o consumidor na escolha dos electrodomésticos que consomem menos electricidade, não inclui computadores, conheça algumas dicas para poupar energia na escolha da sua máquina. Para começar, é provável que um Apple consuma menos que um PC tradicional. Além disso, os processadores mais recentes tendem a gastar menos, embora o aumento da velocidade possa implicar um incremento no consumo eléctrico. Obviamente um uso mais intensivo da máquina –  cálculos intensivos, gravação de discos, etc. – exige mais que simples tarefas de processamento de texto ou de leitura de correio electrónico. A navegação na internet e a utilização de periférios (discos externos, impressoras, webcam) também somam alguns watts-hora ao consumo.
Se o gasto de energia é a única preocupação, então deve escolher um portátil, já que consome menos de um terço do que gasta um computador de secretária, excepto quando está ligado à corrente a carregar a bateria. E não se esqueça de contabilizar o monitor: um de cristais líquidos (LCD) consome menos de metade do que um antigo de tubos de raios catódicos (CRT).
Em baixo encontra uma calculadora simples para aferir quanto é que gasta por ano com o seu computador. Se quiser um simulador mais pormenorizado, pode visitar a calculadora da Journey Systems. David Almas

Quanto custa ter computador? Este simulador assume que ainda não aderiu ao mercado eléctrico liberalizado e baseia-se nos consumos médios de computadores calculados pela Universidade da Pensilvânia.
 
Quarta-feira, 26 de Março de 2008

Acções unânimes entre analistas

Mais recomendadasUns dizem que o mercado recuperará depois do Verão. Outros avisam que será no curto prazo. A Carteira não sabe quando será que as acções retomarão a subida, mas sabe que isso acontecerá mais tarde ou mais cedo. Por isso, se é um investidor de longo prazo, o melhor é ter alguns títulos no bolso.
Já se leu neste blogue que é preciso ter cuidado com as recomendações dos analistas, mas é difícil não os ouvir quando há unanimidade e potenciais de valorização de 3 dígitos. Por isso, procurámos as acções cotadas na bolsa lisboeta que apenas receberam recomendações de compra desde o início do ano (pelo menos 3) e que têm um potencial de valorização superior a 30 por cento face aos preços-alvo atribuídos pelos especialistas. Encontrámos 4 ideias de compra: Sonae Indústria, Espírito Santo Financial Group, Semapa e Cimpor. David Almas
Terça-feira, 25 de Março de 2008

Nem a roleta escapa à crise financeira

O investimento feito num casino é sempre apontado como uma aposta certa. Porquê? Porque a "casa" sai sempre vencedora. O vício  do jogo gera receitas anuais de 55 mil milhões de euros só nos EUA. Contudo, até mesmo este negócio, que era apontado como um sector de refúgio para os investidores em períodos de recessão económica, não está a conseguir contornar o resfriamento da maior economia mundial: "Assiste-se a uma redução do número de visitantes e a uma constante queda dos gastos dos jogadores pelas salas de jogos dos EUA", revela um relatório emitido pela agência de notação financeira Moody's.
A avizinhar-se um abrandamento prolongado da economia do "Tio Sam", poucos dólares sobrarão nos orçamentos das famílias norte-americanas para jogarem mais uma partida de blackjack ou de póquer. Por essa razão, a Moody's mostra-se pouco optimista para o sector do jogo, perspectivando que os próximos anos venham a ser "marcados por uma forte concorrência, maiores restrições jurídicas e com pesadas somas de dinheiro na promoção dos seus eventos e de avolumados investimentos de capitais".
Azar bate à porta dos casinoOs primeiros sinais de alarme já começaram a soar. Depois da última década ter sido pautada por um crescimento médio das receitas geradas pelas casas de jogo de cerca de 6,59 por cento, vários estados norte-americanos reportaram em Janeiro, em termos homólogos, quedas dos resultados dos casinos locais: com um embate de 17 por cento, o estado de Illinois foi o mais atingido, logo seguido das perdas das receitas de 10 por cento do estado de Nova Jersey. Nem mesmo a capital do jogo saiu ilesa: os casinos de Las Vegas, localizados no estado do Nevada, viram as suas receitas decrescer 4,7 por cento. A situação é de tal ordem agravante que, segundo a Moody's, "2 das maiores empresas de jogo, a Harrah's Entertainment e a Station Casinos, estão a operar com elevados patamares de dívida". É caso para dizer que o azar tomou conta dos cofres dos casinos e tudo porque, nos dias que correm, "quem não tem dinheiro não tem vícios". Luís Leitão
Segunda-feira, 24 de Março de 2008

Estratégia de guru da bolsa aponta para PT

David DremanAs acções da Portugal Telecom estão prontas para a colheita, segundo o método de investir no contrário de David Dreman (na foto), afirma John Reese, fundador da Validea Capital Management, uma firma de investimentos especializada nos modelos dos gurus da bolsa, como Warren Buffett e Peter Lynch. No Strategy Lab, um confronto entre investidores profissionais e amadores gerido pela rede MSN Money, John Reese, alcunhado Guru Investor, aconselha os investidores a comprar títulos da Portugal Telecom, seguindo os ensinamentos de Dreman. As últimas 4 recomendações emitidas sobre a Portugal Telecom (do Crédit Suisse, do JPMorgan, do Ibersecurities e do Morgan Stanley) são de venda – daí o nome "investir no contrário".
No livro “Contrarian Investment Strategies in the Next Generation”, uma revisão do clássico de 1982, “Contrarian Investment Strategies”, David Dreman ensina os leitores a quebrar a tendência do mercado. Além de ser presidente da Dreman Value Management, uma gestora de patrimónios de Jersey City, Dreman é um dos colunistas mais antigos da revista norte-americana “Forbes”. Em Abril de 2000, no auge da bolha, num artigo intitulado “Que Nova Economia?”, Dreman avisou os leitores para o perigo: “Como deve conduzir esta dicotomia entre Nova e Velha Economia? Primeiro, transfira uma grande porção do seu portfólio para obrigações governamentais de curto prazo e para acções tradicionais de empresas bem geridas da Velha Economia. Não terá gratificação instantânea, como algumas jogadas do momento, mas também não precisa.” A lista de compras publicada por Dreman era composta por apenas 4 empresas: Fannie Mae, Procter & Gamble, Unilever e Federated Stores (agora Macy's). Em pouco menos de 8 anos, o portfólio rendeu 83 por cento, enquanto, em média, as acções norte-americanas ganharam menos de 5 por cento. Vale a pena conhecer a estratégia do especialista septuagenário. David Almas

Oportunidades em tempo de crise

Abrandamento económico, inflação e volatilidade são 3 actuais perigos para os investidores. No entanto, como diz a cultura chinesa, onde há perigo há também oportunidade. Eis algumas oportunidades de investimento em tempos de crise económica.
Com ou sem recessão nos EUA, o abrandamento da economia mundial é uma certeza. Depois de ter expandido no último trimestre de 2007 a um ritmo de 0,4 por cento e com os números de casas novas e usadas vendidas a decrescerem, são vários os perigos a rondar a maior economia do mundo. Em declarações à agência Bloomberg, Martin Feldstein, membro do comité do National Bureau of Economic Research, uma organização dedicada à investigação económica, disse que “a recessão a caminho pode ser uma das mais violentas desde a Segunda Guerra Mundial”. Antes que venha a acontecer talvez seja melhor comprar o fundo Merrill Lynch World Gold Fund. Ao investir em acções de empresas auríferas, este fundo é a oportunidade que deriva da hipótese chamada “recessão mundial”, uma vez que o ouro é um investimento-refúgio em tempos de crise económica.
A inflação é outro perigo. Nos EUA, a preocupação com o crescimento económico levou o presidente da Reserva Federal, Ben Bernanke, a cortar o preço do dinheiro em 3 pontos percentuais desde Setembro, mas o resultado visível chama-se inflação que, em Fevereiro, ascendeu a 4,3 por cento. Na Zona Euro, a acção do Banco Central Europeu é diferente, mas o resultado é semelhante. Apesar de Jean-Claude Trichet manter-se irredutível na descida da taxa de juro, a apreciação dos bens energéticos e alimentares levou a inflação da Zona Euro aos 3,3 por cento, mais 1,3 por cento que o definido pela política do BCE. Ora, com ambas autoridades mais concentradas em manter as economias acima da linha de água do que em conter a inflação, a solução é colar-se à desvalorização do dinheiro através de um fundo de obrigações indexadas à inflação. O Parvest Global Inflation-Linked Bond é uma boa opção. Além de estar entre os mais rentáveis da classe possui um risco médio baixo.
Perante tais cenários, há apenas uma certeza: a incerteza vai permanecer. Mas isto não quer dizer “aguente-se”. Em vez de ficar parado a ver o valor da sua carteira de investimentos descer e subir ao sabor dos índices accionistas transforme a volatilidade dos mercados em lucros através do fundo CAAM Volatility Euro Equity. Este fundo investe na volatilidade dos mercados accionistas da Zona Euro e o resultado está à vista: nos últimos 12 meses, o fundo acumula um ganho de 12 por cento, líquido de impostos, incorrendo num risco médio. Joaquim Madrinha

3 fundos para virar a crise a seu favor
Ouro, inflação e volatilidade estão entre os “activos” que mais valorizaram desde que estalou a crise, no Verão de 2007
Fundo Rendibilidade
12 meses
Comentário
Merril Lynch World Gold
Onde comprar: Banco Best, BPI, Deutsche Bank, Millennium bcp
23,60% Investe em empresas auríferas, o sector-refúgio em tempos de crise
Parvest Global Inflation-Linked Bond L
Onde comprar: Banco Best
6,56% Se não consegue evitá-la, invista na inflação
CAAM Volatility Euro Equity
Onde comprar: ActivoBank7, Banco Best
12,00% Em vez de ficar a roer a unhas, faça da volatilidade uma fonte de lucro
Fonte: Bloomberg. Rendibilidades em euros líquidas de impostos. 19 de Março de 2008
Sábado, 22 de Março de 2008

Ganhe enquanto os outros vêem a bola

3 exclusivos: BSkyB, Mediaset e VivendiSão 19h45 de uma quarta-feira de 2009. No campo de futebol, 2 equipas estão preparadas para iniciar a final da Liga dos Campeões e, por todo o Reino Unido, há televisões sintonizadas na SkySports. Quem pode ganhar antes dos 90 minutos? A British Sky Broadcasting Group, conhecida por BSkyB.
Os accionistas do grupo liderado  pelo multimilionário australiano Rupert Murdoch vão vibrar com cada golo, mas também com cada televisão, telemóvel ou computador sintonizado naquele canal, que recentemente adquiriu a maior parte dos direitos televisivos da Liga dos Campeões, a maior prova europeia de equipas. Os 305 milhões de euros investidos permitirão um exclusivo da prova entre os anos 2009 e 2012, ao que se juntam aos direitos por 3 anos da Premier League, a principal divisão de clubes inglesa.
A BSkyB não é a única a investir nos exclusivos de futebol. Em França, o grupo Vivendi tem o exclusivo dos jogos da principal divisão francesa até 2012, através do Canal Plus, em parceria com a operadora de telecomunicações Orange. Foram mais de 650 milhões de euros investidos para que, durante 4 anos, os franceses tenham que sintonizar aquele canal para ver Pedro Pauleta, do Paris Saint-Germain, ou Juninho, do actual campeão Lyon, marcar golo. Além disso, os franceses também podem ver o futebol inglês em exclusivo nos canais do grupo francês.
Em Itália, é Silvio Berlusconi, antigo primeiro-ministro, quem controla os direitos televisivos das maiores equipas. Inter de Milão, Milan, Juventus e Roma fazem parte do pacote de clubes que apenas se pode ver jogar nos canais da empresa MediaSet ou no estádio. As equipas que dominam o campeonato italiano e que têm o maior número de adeptos em Itália têm acordos por 2 anos com a empresa, com excepção da Juventus, que acordou a exclusividade por 3 anos, até 2010. Ao todo, o grupo detido pela família Berlusconi gastou 285 milhões de euros para ter a vantagem face aos concorrentes, mas a exclusividade não tem convencido os analistas.
Para os accionistas das 3 empresas, mais do que a vitória em campo, interessa a vitória nas audiências. Nuno Alexandre Silva

Pesquisa Carteira

Arquivos

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

tags

todas as tags