Terça-feira, 29 de Abril de 2008

Quer um veículo? Vá à feira!

Quem se desloca à feira vai normalmente à procura de produtos de menor qualidade, mas melhor preço. Sejam as meias brancas com raquetes ou as couves da horta, o que interessa é pagar o mínimo possível. E se a feira lhe oferecesse algo com boa qualidade, mas na mesma a baixos preços? É o caso da Feira do Veículo Usado, organizada pela Eventocasião, um local privilegiado para quem quer vender ou comprar qualquer tipo de veículo em segunda-mão (carros, motos, barcos, camiões e auto-caravanas).
Além de todo o conforto para quem anda à caça de bons negócios, já que duma assentada consegue observar presencialmente os vários veículos em comercialização e comparar as suas características e relação qualidade-custo, é igualmente uma forma de vender mais rapidamente a viatura de que se pretende desfazer, já que o afluxo de visitantes da feira aumenta exponencialmente as probabilidades de concretização do negócio. Claro que a grande maioria das pessoas que se deslocam à Feira do Veículo Usado vão mais pela curiosidade do que para puxar os euros da carteira mas, mesmo assim, há um registo positivo ao nível das vendas.
A Eventocasião, que começou por organizar o certame no Estádio do Algarve, veio agora alargar a sua presença física à região da Grande Lisboa, passando a oferecer o evento da ocasião dos veículos todos os primeiros domingos de cada mês, em Alverca. O espaço conta ainda com vários stands onde pode encontrar empresas de financiamento, seguradoras e um despachante, para ficar tudo em pratos limpos o quanto antes. E até pode levar os seus filhos consigo, já que a feira tem todas as facilidades necessárias, desde o bar, ao espaço de recreio para os mais pequenos.
Se está interessado em ir dar uma vista de olhos (em Alverca é sempre ao domingo) fixe já as próximas datas da feira no Algarve. E se até pondera ir lá tentar a sua sorte na venda daquela auto-caravana que já não conduz desde há cinco verões para cá, confira abaixo o preçário para os vendedores. Bons negócios! Diogo Nunes

De 10 a 20 euros para tentar a sorte
Sobre o preçário apresentado, a Eventocasião faz um desconto de 20 por cento para quem inscreva 5 ou mais viaturas no mesmo dia. O IVA está incluído à taxa de 21 por cento
Veículo Moto Ligeiro Pesado
Preço 10€ 15€ 20€
Fonte: Eventocasião
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Segunda-feira, 28 de Abril de 2008

EDP das arábias não convence

A entrada da International Petroleum Investment Company, uma empresa inteiramente controlada pelo fundo soberano de Abdu Dhabi, no capital social da EDP, no início do mês, surtiu uma euforia momentânea sobre as acções da eléctrica nacional. A possibilidade da participação de 2 por cento da IPIC no capital da EDP significar, no futuro, acordos de cooperação no sector do gás e da electricidade exaltou os bolsos dos accionistas da empresa liderada por António Mexia.
Sentimento semelhante tiveram os accionistas de grandes bancos norte-americanos. Depois de observarem as suas acções cairem a pique desde que a crise do crédito de alto risco rebentou por terras do "Tio Sam", graças à intervenção de vários fundos soberanos no mercado de capitais, conseguiram colocar um travão momentâneo na queda das cotações. Foi o exemplo dos 5 mil milhões de euros investidos pelo fundo soberano de Abdu Dabi, em Novembro de 2007, na aquisição de uma participação de 4,9 por cento do capital do Citigroup, e, um mês depois, a entrada do fundo soberano chinês, o China Investment Corporation, no capital social do Morgan Stanley, através de um investimento de 3,5 mil milhões de euros, conferindo-lhe uma fatia de 9,9 por cento do banco norte-americano.
Para as contas dos investidores, estas estratégias dos fundos soberanos significa automaticamente uma subida da cotação das acções, em virtude de um aumento da procura das acções, mas também em virtude da entrada de avultadas somas monetárias nos cofres da empresa, um sinal de confiança quanto ao futuro da companhia. Porém, para Veljko Fotak e William Megginson, professores da Universidade de Oklahoma, apenas a primeira parte desta afirmação está correcta. Através de um trabalho denominado de "The Financial Impact of Sovereign Wealth Fund Investments in Listed Companies", os professores concluiram que o impacte dos fundos soberanos nas cotações das acções é apenas temporário e que as suas estratégias são sempre centradas na rápida obtenção da maximização do lucro, "traduzindo-se num impacte negativo nos incentivos da gestão e numa deteriorização dos índices de produtividade das empresas e do desempenho das acções. Além disso, revelam que, "120 dias seguintes à entrada de um fundo soberano no capital de uma empresa, as suas acções perdem, em média, 6,63 por cento".
No caso dos bancos, apesar das suas acções terem registado recuperações de dois dígitos no mês de Março, a verdade é que a banca internacional ainda está a tentar tapar os inúmeros buracos causados pelo subprime e nem o dinheiro que chega do Oriente tem safado a apresentação de sistemáticos prejuízos-recorde. Quanto à EDP, se está a pensar comprar acções da eléctrica nacional, não tome a sua decisão com base num súbito interesse do príncipe das arábias pela empresa nacional. Pondere os prós e os contras do negócio eléctrico e das renováveis da empresa de Mexia e decida se vale a pena apanhar a boleia do fundo soberano dos Emirados Árabes Unidos. Luís Leitão
Quinta-feira, 24 de Abril de 2008

7 acções de guru

Se hoje Warren Buffett é o mais rico homem do mundo, Benjamin Graham, o seu professor, tem uma boa parte da responsabilidade nos mais de 39 mil milhões de euros que se estima que componham a riqueza pessoal do famoso investidor.
Graham, que faleceu nos anos 70, ainda antes de ver a longa carreira de lucros de Buffett, destacou-se pela sua estratégia de investimento para encontrar boas empresas mesmo em momentos complicados nos mercados financeiros. Empresas que registem um aumento de vendas constante ao longo dos anos, que paguem dividendos e apresentem um crescimento dos lucros sustentável nos últimos 10 anos fazem parte dos critérios que hoje são rotulados ao guru norte-americano. O banco de investimento JPMorgan usou a metodologia deste superinvestidor para seleccionar as acções europeias que Graham escolheria hoje com o seu método e encontrou empresas como as britânicas BP e Barratt Development e as francesas Axa e Vallourec.
Num período conturbado no sector da habitação nos EUA e com a nuvem que paira sobre o mercado de habitação no Reino Unido, é curioso existirem várias empresas de construção residencial na lista de compras possíveis de Graham, elaborada pelo banco de investimento. Nuno Alexandre Silva

As empresas de Graham
Na Europa existem empresas que preenchem as medidas do homem que influenciou a vida dos superinvestidores Warren Buffett e Irving Kahn
Empresas
P/L Taxa de dividendo
Sector
Bolsa
Aegon
7,46 6,13%
Seguros
Axa
8,80 5,34%
Seguros
Barratt Development
2,87 12,47%
Construção residencial
BP
10,40 3,94%
Petrolífero
Randstad
7,90 4,78%
Recursos Humanos
Persimmon
2,86 8,62
Construção residencial
Vallourec
9,5 3,95%
Maquinaria
Fonte: Bloomberg. P/L = preço ÷ lucros de 12 meses por acção. Taxa de dividendo = dividendos de 12 meses ÷ preço. 24 de Abril de 2008.
Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

Ganhos chorudos na vizinhança dos BRIC

Nem tudo corre mal nos mercados financeiros. Se por um lado a crise financeira que rebentou nos EUA no Verão de 2007 arrastou os principais índices norte-americanos e europeus para níveis negativos, muitos outros mercados conseguiram contornar com sucesso os atritos do subprime. Foi o caso dos mercados vizinhos das economias emergentes que puxados pelos boom económico dos BRIC têm cativado a atenção dos investidores internacionais com elevadas taxas de rendibilidade. "Os economistas perspectivam que, em média, os mercados emergentes venham a registar uma taxa de crescimento saudável de 6 por cento em 2008 e, em alguns países como a China, o Vietname e a Índia, deverão crescer a uma taxa superior a 8 por cento", revela Alka Banarjee da agência de notação financeira Standard & Poor’s.
A percepção que se tinha dos mercados fronteiriços está a mudar. Outrora eram vistos como investimentos arriscados e exóticos; actualmente são identificados como activos obrigatórios num portefólio. Muitos investidores começam agora a posicionarem-se mais notoriamente para não deixarem fugir esta oportunidade. Segundo um relatório da Standard & Poor’s, a exposição aos mercados emergentes dos portefólios de muitos investidores passou dos anteriores 5 por cento para uns robustos 10 a 12 por cento. A dar ênfase a esse optimismo está a rendibilidade anualizada de 34,80 por cento registada nos últimos 5 anos pelo índice S&P/IFCG Frontier, que agrega empresas de países como Botswana, Quénia, Nigéria, Bangladesh, Cazaquistão, Vietname, Croácia, Roménia, Eslovénia e países do Golfe Pérsico. Mas antes de entrar em euforia, respire fundo: prudência é a palavra-chave para investir nestes mercados. Grande parte destes países vive ainda num ambiente político bastante instável e tem uma economia que faz lembrar uma casa de palha. Por isso, para que o seu protefólio não descambe ao mínimo sopro dos ventos orientais, coloque até 5 por cento da sua carteira num destes fundos de acções que investem em empresas de mercados emergente. Luís Leitão

Ganhos na fronteira
Fundos Rendibilidade
5 anos
Onde comprar
Espírito Santo Mercados Emergentes 23,96% ActivoBank7, Banco Best, BES
JPMorgan Emerging Markets Equity D 20,55% ActivoBank7, Banco Best, Deutshche Bank, Millennium bcp
Fidelity Emerging Markets E 20,16% ActivoBank7, Banco Best, Banco Big
Fonte: Bloomberg. Rendibilidades anuais líquidas em euros. 18 de Abril de 2008.
Terça-feira, 22 de Abril de 2008

Accumulator para todos

Paulo Pires, uma das caras do Accumulatoraqui dissemos que foi preciso fazer finca-pé para conseguir ler o prospecto simplificado do Accumulator Evolução, um produto cujo desempenho está indexado à perfomance de cestas de fundos de investimento. Esse problema acabou de desaparecer: a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, a autoridade competente na supervisão deste tipo de produtos desde Novembro de 2007, começou a compilar os prospectos simplificados no seu sítio. Basta ir à página dos seguros ligados a fundos de investimento, vulgarmente conhecidos por unit-linked, procurar pelo Accumulator e descarregar o ficheiro do prospecto. Depois pode confirmar que há uma comissão de subscrição de 1 por cento para aplicações até 25 mil euros e uma comissão mensal de gestão de 0,125 por cento.
Da próxima vez que tiver uma dúvida sobre um seguro indexado a fundos de investimento, consulte o sítio da CMVM para esclarecê-las. David Almas

Corra à velocidade da Índia

Ram Singh Yadav, um dos maratonistas da Índia. Foto: Supersam5A história de crescimento da economia indiana não é propriamente nova, mas continua a surpreender. Aquela que há apenas 4 anos era a décima maior economia à escala global, no final de 2007 detinha já o título de quinta maior do mundo, só ultrapassada pela União Europeia, pelos EUA, pela China e pelo Japão.
As estimativas apontam para que a economia indiana tenha crescido mais 9 por cento no ano passado, contrariando a tendência de estagnação do crescimento económico em termos mundiais. E o principal índice bolsista da Índia, o BSE Sensex, aproveitou o embalo para crescer 48 por cento nos mesmos 12 meses. É muita pedalada!
A base industrial muito diversificada e competitiva à escala global ajuda a explicar o sucesso das cotadas indianas aos olhos dos investidores. Como se não bastasse, os “corredores de fundo” da indústria do país, cuja população é de matriz religiosa maioritariamente hindu, estão a partir à conquista de novas pistas para correr os lucros (leia-se, entraram a fundo no movimento de fusões e de aquisições transfronteiriças).
“O que faz correr a Tata?” é o nome da conferência que a AESE - Escola de Direcção e Negócios está a promover no próximo dia 24 de Abril, em Lisboa. Se ficou interessado em saber mais sobre a vertiginosa viagem das empresas indianas à conquista do mundo, não poderá perder a ocasião de ouvir Jayant Pendharkar, o vice-presidente para o marketing global da Tata Consulting Services, uma das estrelas de serviço da legião indiana. Recorde-se que, nos últimos tempos, o grupo Tata tem deixado o mundo dos negócios de boca aberta, graças às suas várias aquisições de empresas europeias e norte-americanas. Alguns dos negócios mais emblemáticos foram a compra do Tetley's Tea, na indústria alimentar, da Corus (empresa siderúrgica britânica) ou, no sector automóvel, as aquisições da Jaguar e da Land Rover. A intervenção de 45 minutos promete ser deveras interessante e, se sair de lá convencido acerca do potencial de crescimento da Índia, pode ir logo de seguida estudar os fundos de investimento dedicados ao colosso indiano em comercialização no mercado luso.
Tudo leva a crer que são bons investimentos, quer para velocistas quer para maratonistas! Diogo Nunes

Indo para os fundos hindus
Depois dos retornos chorudos em 2007, a correcção das bolsas empurrou para o vermelho todos os fundos que apostam na Índia. Estes foram os que menos perderam desde o início do ano
Fundo Rendibilidade desde Janeiro Rendibilidade em 2007 Onde comprar
Fidelity India Focus A ($) -19,88% 33,66% Banco Best, Deutsche Bank
Fidelity India Focus A (£) -20,16% 33,71% Banco Best
HSBC GIF Indian Equity EC -23,02% 48,09% Banco Best
Pictet Indian Equities P -24,40% 40,52% Banco Big
Pictet Indian Equities R ($) -24,56% 39,69% Banco Best
JP Morgan India D -24,74% 34,28% ActivoBank7, Banco Best, Banco Big, Millennium bcp
Fonte: Bloomberg. 21 de Abril de 2008
Segunda-feira, 21 de Abril de 2008

Farmacêuticas com pouca saúde

Os recentes resultados apresentados pela maior farmacêutica do mundo são sintomáticos. No primeiro trimestre de 2008, os lucros da Pfizer caíram 18 por cento face ao período homólogo e as vendas caíram 5 por cento devido ao aumento da concorrência dos medicamentos genéricos substitutos do Lipitor e do Norvasc, drogas usadas para o combater o colesterol e pressão arterial, respectivamente. A empresa está com dificuldades em substituir a gama de produtos cujas patentes terminam até 2011, incluindo o Lipitor, que contribui com quase 40 por cento dos lucros da farmacêutica, que começará a ter concorrência genérica em 2010.
Para fazer aprovar a comercialização de novos medicamentos, as farmacêuticas estão a recorrer a todas as armas. De acordo com 2 artigos publicados no Journal of the American Medical Association (JAMA), nos estudos conduzidos pela Merck sobre os efeitos secundários do analgésico Vioxx, a empresa adulterou conclusões e escondeu alguns efeitos secundários do medicamento. Em 2 dos processos movidos contra a farmacêutica norte-americana, foram apresentados em tribunal 2 documentos que sugerem que o controle dos estudos por parte da Merck permitiram desvalorizar o risco de morte em doentes com Alzheimer. Peter Kim, presidente da unidade de investigação da Merck Research Laboratories, negou os factos, mas segundo os autores do relatório do JAMA, esta prática é muito usada pela indústria farmacêutica, mas é igualmente difícil de provar.
De acordo com um estudo realizado pela gestora suíça de fundos Pictet, em média, os lucros por acção do sector farmacêutico “de marca” deverão crescer anualmente entre 8 e 10 por cento até 2011, enquanto o subsector composto pelas fabricantes de genéricos deverá crescer entre 15 e 20 por cento durante o mesmo período. Esse crescimento é estimulado pela procura destes medicamentos nos mercados emergentes e por políticas governamentais que visam diminuir as despesas de saúde nos países desenvolvidos. No Japão, por exemplo, o governo prepara-se para adoptar um pacote de incentivos às farmacêuticas para estas aumentarem a oferta de genéricos, de forma a duplicarem o consumo de medicamentos de marca branca até 2011. Segundo a gestora de fundos suíça Pictet, o mercado de genéricos deverá expandir-se a uma taxa anual de 20 por cento até 2010. Ou seja, se procura um paliativo para a sua carteira deve optar por um genérico. Joaquim Madrinha

Sem efeitos secundários
O mercado de medicamentos genéricos está mais saudável e rentável do que o mercado dos medicamentos de marca

Teva Pharmaceutical Industries
Recomendação média: comprar
Potencial de valorização: 12,79%
Bolsa: Nasdaq

Novartis
Recomendação média: comprar
Potencial de valorização: 23,45%
Bolsa: Nova Iorque

Shire
Recomendação média: comprar
Potencial de valorização: 22,45%
Bolsa: Londres

Pictet Generics HR
Rendibilidade 1 ano: -4,20%
Onde comprar: ActivoBank7, Banco Best, Banco Big, Millennium bcp

Fonte: Bloomberg. Valores em euros, líquidos de impostos no caso do fundo. 18 de Abril 2008
Sexta-feira, 18 de Abril de 2008

Ganhe mais de 5% sem risco

PrivatBankAs Euribores estão a subir, o que significa que os depósitos a prazo praticados na Zona Euro devem começar a aumentar as taxas de juro. Já não é difícil encontrar depósitos que rendem mais de 3,5 por cento por ano, mesmo depois do fisco abocanhar os 20 por cento do rendimento. Contudo, há regiões do global, não muito longe, que oferecem taxas de juro bastante mais elevadas. Na Letónia, é possível contratar no mercado monetário uma taxa de juro bruta de 8 por cento numa aplicação de 12 meses!
Não precisa de viajar até Riga para fazer um bom depósito: basta ir aos Anjos, em Lisboa, à sucursal do banco letão PrivatBank contratar um depósito a 1 ano que lhe rende 5,46 por cento líquidos de impostos! Embora possa parecer perigoso, os depósitos são garantidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos da República da Letónia até ao montante máximo de 20 000 euros por depositante. Além disso, o PrivatBank está na lista do Banco de Portugal das sucursais de instituições de crédito com sede na União Europeia.
"Conseguimos dar estas taxas porque aplicamos o dinheiro na Ucrânia, onde as taxas do crédito à habitação rondam entre os 11 e os 12 por cento", explica Alex Grynenko, vice-director da sucursal do PrivatBank, que também actua na Ucrânia, onde é o maior banco comercial.
O único risco desta operação é a inactividade: se não fizer uma operação por semestre, o banco cobra-lhe uma taxa de "manutenção de conta inactiva" de 5 euros por mês. David Almas

Ladrões de algibeira

Da próxima vez que utilizar o seu cartão de crédito para pagar o bilhete de avião pela internet ou o jantar num restaurante, certifique-se que o faz com toda a segurança. Sobretudo se for homem e estiver na casa dos quarenta. É que segundo um estudo desenvolvido pela Cifas, uma organização britânica que presta serviços na prevenção de fraudes, os homens "quarentões" são os alvos preferidos dos burlões. No caso das fraudes bancárias, o estudo mostra que são os homens de 47 anos e as mulheres de 46 quem mais tem sofrido com a curiosidade do "amigo do alheio".
Como mais vale prevenir que remediar, é aconselhável que sempre que puxar da carteira, tome algumas medidas de segurança: nunca passe os seus dados pessoais pelo telefone, correio electrónico e nem os revele em questionários de rua; sempre que for levantar dinheiro no Multibanco, certifique-se que não está a ser observado; evite aceder à sua conta bancária online ou fazer compras pela internet quando está a utilizar redes públicas de wi-fi ou computadores que não o seu; e controle com regularidade o seu extracto bancário.
Para prevenir danos nos bolsos dos consumidores cibernautas, a Associação do Comércio Electrónico de Portugal aconselha que, sempre que possível, pague as suas compras pela internet utilizando o serviço MBNet. Além deste sistema de pagamento, o utilizador deve certificar que o sítio a que está a aceder, na altura de introduzir os seus dados pessoais e financeiros, começa por "https" em vez do comum "http". Desta forma terá a garantia que toda a informação enviada está codificada, evitando que os dados do cartão de crédito e do utilizador possam ser interceptados por intrusos. Luís Leitão

5 dicas para comprar na net
Antes de passar os seus dados pessoais e financeiros, certifique-se que não o espiar
1. Compare, informe-se e compre em lojas conhecidas ou que lhe tenham sido recomendadas por alguém da sua confiança.
2. Não faculte a ninguém o nome de utilizador nem a contra-senha e não forneça qualquer informação via correio electrónico.
3. Antes de fornecer os seus dados pessoais e financeiros certifique-se que a ligação está a ser feita de forma segura.
4. Utilize o serviço MBnet ou o PayPal para o pagamento das suas compras
5. Imprima e guarde todas as informações de compra. Poderão ser úteis caso surja algum problema.
Quinta-feira, 17 de Abril de 2008

Nova Expressão ultrapassa os 10% na Sporting SAD

Sporting no alvo. Imagem: Luís Art PintoTalvez entusiasmado com a reviravolta de leão que os pupilos de Paulo Bento conseguiram dar ontem, na segunda parte, ao resultado do jogo das meias finais da Taça de Portugal contra o velho rival da segunda circular, Pedro Teles Baltazar, administrador da Nova Expressão, deverá anunciar nas próximas horas ao mercado o reforço muito significativo da sua participação no capital da sociedade anónima desportiva (SAD) verde e branca.
Recorde-se que a Nova Expressão já detinha uma posição accionista de 2 por cento na Sporting SAD e, com as compras de títulos nas últimas semanas, a sua participação já ultrapassou os 10 por cento. Uma fonte revela à Carteira que “o negócio deverá ser comunicado à CMVM ainda hoje, depois do fecho do mercado”. Está quase...
Contactado pela Carteira, o director-geral da Nova Expressão, Manuel Falcão, escusa-se a confirmar o negócio: “Não vamos comentar”. Ainda assim, recorda que a empresa liderada por Pedro Teles Baltazar é accionista da Sporting SAD desde o início.
Com o reforço, a Nova Expressão fica a ombrear com a Sportinveste, dos irmãos Oliveira, que detém precisamente 10,2 por cento do capital da SAD de Alvalade. Ambas as empresas ficam a dividir o terceiro lugar do pódio dos accionistas, apenas superados pelo Sporting SGPS e pelo próprio clube, Sporting Clube de Portugal, que detém 16,3 por cento.
Resta dizer que a Nova Expressão é uma empresa de meios de publicidade. Se ontem, em 25 minutos, o Sporting marcou 5 golos, nas últimas semanas, Pedro Teles Baltazar também se fartou de chutar à baliza leonina! Diogo Nunes

Accionistas Participação
na Sporting SAD
Sporting SGPS 61,9%
Sporting Clube de Portugal 16,3%
Sportinveste 10,2%
Nova Expressão 10,2%
Pequenos accionistas 1,3%
Fonte: CMVM, Euronext

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