Quarta-feira, 30 de Julho de 2008

Invista livre de impostos

Tax FreeTal como os depósitos a prazo, os juros das obrigações são alvo de uma retenção na fonte à taxa de 20 por cento. Contudo, os ganhos obtidos com a alienação de obrigações não são considerados mais-valia, logo não são tributados em sede de IRS. Sendo assim, consegue-se fazer um investimento de capital quase garantido sem pagar impostos. Antes de comprar uma obrigação há alguns requisitos que deve investigar se quiser investir livre de impostos: primeiro, a obrigação não deve pagar juros (ou, pelo menos, não deve receber juros durante o período em que a tiver na sua posse); segundo, não a deve manter até à maturidade, e; terceiro, deve investir através do intermediário que cobrar menos (como sempre). O mercado obrigacionista é diferente do accionista, por isso convém que se ambiente antes de avançar.
Há duas hipóteses para uma obrigação não pagar juros: é um título de cupão zero ou foram-lhe retirados os direitos sobre os juros. As obrigação de cupão zero são emitidas abaixo do seu valor nominal. Assim, quando a maturidade chegar, o obrigacionista recebe mais dinheiro que investiu. Por exemplo, no último leilão de Bilhetes de Tesouro, os títulos, que têm uma maturidade de um ano, foram vendidos a um preço médio de 95,62 cêntimos. Como têm um valor nominal de 1 euro, os investidores têm a garantia de ganhar 4,38 cêntimos por título. As obrigações “despidas” já tiveram juros, mas destacaram-lhes esses direitos e agora são negociadas como obrigações de cupão zero.
Como consegue não pagar impostos? Se vender a obrigação na bolsa alguns dias ou semanas antes da maturidade evita o fisco. Por isso, é conveniente apenas comprar emissões obrigacionistas com liquidez (isto é, que registem vários negócios por dia) e alienar os títulos com antecipação. Note que a rendibilidade até à maturidade só é garantida se comprar e mantiver as obrigações até ao vencimento. Porém, se acreditar minimamente na eficiência dos mercados, a venda umas semanas antes deve conseguir uma rendibilidade bastante próxima. À medida que a data final se aproxima, o preço da obrigação converge para o valor nominal. Deve procurar emissões com a maturidade próxima da data em que planeia resgatar, o que, contudo, não significa que não pode alienar os títulos antes da data prevista. Na tabela em baixo encontra algumas obrigações que não pagam juros para diferentes prazos de investimento. Repare que a rendibilidade até à maturidade aumenta quanto mais tempo quiser investir. Perceba também que todos os títulos indicados foram emitidos por entidades soberanas (isto é, países) ou supranacionais, logo é pouco provável que entrem em moratória. Qual é a probabilidade da França não conseguir pagar as suas dívidas em Abril de 2016? David Almas
 
Obrigações "despidas" de juros
O risco destes títulos é mínimo, uma vez que os emitentes são soberanos ou supranacionais
Emitente Maturidade Rendibilidade até à maturidade* Bolsa
Maturidade superior a 5 anos
Banco Europeu de Investimento Novembro 2026 4,95% Frankfurt
República Federal da Alemanha Janeiro 2028 4,94% Frankfurt
Banco Europeu de Investimento Dezembro 2016 4,82% Milão
República Francesa Abril 2016 4,57% Paris
Maturidade inferior a 5 anos
República Italiana Abril 2010 4,66% Milão
República Portuguesa Jul 2009 4,52% Lisboa
República da Bélgica Março 2009 4,39% MTS Belgium
Reino de Espanha Agosto 2008 4,20% Madrid
Fonte: Bloomberg. 29 de Julho de 2008. *Taxa anual

 

Sexta-feira, 25 de Julho de 2008

Segure a sua boca

EstomatologiaÉ no dentista que fica uma grande parte das despesas médicas das famílias portuguesas. Para ajudá-las a reduzir a factura, algumas seguradoras lançaram seguros de estomatologia completamente independentes dos tradicionais seguros de saúde. Ao adquirir um seguro de estomatologia obtém o acesso a uma rede de dentistas a preços reduzidos, definidos previamente. Por exemplo, através do Dentall da Allianz, não paga as consultas regulares nem as extracções simples e eliminar um siso fica por 75 euros.
Ao contrário dos seguros tradicionais, estes podem ser usados logo após a sua subscrição. Além disso, o custo do seguro é independente da idade e há descontos familiares.
Conheça os seguros de estomatologia mais baratos. Atenção que, embora os prémios anuais sejam mais baixos, não quer dizer que os co-pagamentos (isto é, a parte do recibo do dentista que lhe sai do bolso) sejam os que são mais em conta nem que a rede de prestadores é a melhor. David Almas
 
1 adulto
Imed Protecção Dentária, Açoreana
ou
Protecção Saúde Oral, Real Seguros
Prémio anual: 72,00€
 
2 adultos
Protecção Saúde Oral, Real Seguros
Prémio anual: 132,00€
 
1 adulto e 1 filho
Filho até 8 anos
Liberty Saúde Dentária, Liberty Seguros
Prémio anual: 79,50€
 
Filho entre 8 e 14 anos
Dentall, Allianz
Prémio anual: 90,00€
 
Filho com mais de 14 anos
Protecção Saúde Oral, Real Seguros
Prémio anual: 132,00€
Quarta-feira, 23 de Julho de 2008

Descubra onde o iPhone é mais barato

iPhone 3GDepois do furor inicial que o iPhone 3G despertou nos primeiros dias de lançamento, hoje são muitos os utilizadores que começam a fazer contas à real despesa que o gadget do momento acarretará todos os meses no orçamento familiar, sobretudo se foi comprado juntamente com um dos planos best iPhone da Vodafone, com vinculação de 24 meses. Na melhor das hipóteses, o preço do brinquedo da moda custará 40,31 euros por mês ao longo do contrato. Porém, se um carregamento mensal de 10 euros para fazer chamadas e enviar mensagens são suficientes, então a solução mais económica para novos clientes é a oferta da Optimus, a outra operadora que comercializa o iPhone 3G em Portugal. Para isso, terá de pagar 499,90 euros para adquirir a versão de 8 gigabytes e posteriormente aderir a um tarifário para aceder à internet por um custo mensal de 7,5 euros, já que grande parte das aplicações da nova coqueluche da Apple precisam de correr online. Desta forma, o custo mensal do novo telemóvel ficaria em 38,33 euros, partindo do pressuposto que durante 24 meses o utilizador não ultrapassasse os 10 euros de carregamentos mensais e não extrapulasse os 100 megabytes de tráfego incluído no tarifário de acesso à net.
No caso dos clientes da TMN, não há outra opção que seja não ir comprar o iPhone numa superfície comercial por 509,90 euros e depois acionar o serviço de "internet no telemóvel" por um custo mensal de 7,44 euros ou diário de 0,981 euros, mais o preço do tarifário de chamadas e mensagens.
Se uma das bandeiras de campanha do novo iPhone era a redução do preço, a verdade é que para adquirir o aparelho ao preço mínimo de 129,99 euros, valor próximo do anunciado por Steve Jobs na conferência WWDC 2008, em São Francisco, a 9 de Junho, terá de obrigatoriamente aderir a um plano mensal com vinculação de 2 anos, acabando por resultar num preço final de 1687,50 euros. Por isso, se está a pensar comprar o novo iPhone, descubra em baixo qual a solução mais económica para ter o gadjet mais desejado por pequenos e graúdos. Luís Leitão

Custo mensal de ter um iPhone

Se em chamadas e mensagens não contabilizar gastos superiores a 10 euros, a Optimus oferece a opção mais económica para adquirir o novo iPhone 3G de 8 gigabytes através da compra do aparelho sem vinculação e adesão ao plano de acesso à internet
  Custo mensal
iPhone
Tarifário
(chamadas + internet)
Total
Vodafone 10,41€ 29,90€ 40,31€
Optimus 20,83€ 17,50€ 38,33€
TMN 21,25€ 14,44€ 38,69€
Nota: Preços recolhidos no sítio dos operadores Optimus, TMN e Vodafone. No caso da oferta da Vodafone considerou-se a opção mais económica, que pressupões a aquisição do iPhone por 249,90 euros e a vinculação a um plano mensal best iPhone 100 durante 24 meses no valor de 29,90 euros. Para a Optimus e para a TMN considerou-se a adesão ao plano mensal de internet pelo telemóvel oferecido pelo operador, 7,50 e 7,44 euros, respectivamente, juntamente com uma despesa mensal em chamadas e mensagens de 10 euros. Simulações para planos de 24 meses
Terça-feira, 22 de Julho de 2008

3 condições para a bolsa dar a volta

Bob Doll. Foto: Bloomberg newsJá dura há um ano a tempestade nos mercados internacionais e a pergunta que todos os investidores fazem por estes dias é: “Até quando é que irá durar o período negro das bolsas?”. Bom, por enquanto ninguém arrisca avançar com uma previsão, até porque a própria irracionalidade dos mercados a isso aconselha. Porém, Bob Doll, vice-presidente e director da BlackRock, não hesita em apontar o dedo para as três condições que seriam necessárias para alterar a percepção do risco dos investidores e para possibilitar a viragem das bolsas para a rota dos ganhos.
“Olhando para a frente, acreditamos que a primeira condição seria uma redução significativa nos preços do petróleo, a segunda seria um declínio palpável da inflação e a terceira passaria por um aliviar do mercado imobiliário”, considera Bob Doll.
Pegando no primeiro ponto, o director diz que “é claro que o petróleo tem sido o grande responsável pela fase dos mercados”, sublinhando ainda que tem vindo a defender há já algum tempo que aguarda uma correcção. “A queda dos preços na última semana poderá marcar o início dessa correcção, em especial, considerando que as pressões da procura por crude no mundo desenvolvido atenuaram-se de algum modo nos últimos meses”, refere.
No que toca à questão da inflação, o perito defende que “os receios estão de alguma forma ultrapassados e é observável que a inflação 'core' (que exclui a volatilidade dos alimentos e dos preços energéticos) manteve-se sob controlo”. Por isso, Bob Doll espera que “a taxa da inflação caia ao longo dos próximos meses, sobretudo se for possível um certo alívio nos preços energéticos”. Quanto ao mercado imobiliário, a situação é tão negra, que nem o especialista da BlackRock se atreve a mandar grandes pistas.
Destas previsões, conclui-se que os mercados vão voltar a subir, mais cedo ou mais tarde. E possivelmente será mais rápido do que se possa julgar. Por isso, se quiser ganhar dinheiro à grande e à portuguesa, aproveite os saldos e faça as suas apostas. Diogo Nunes
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Segunda-feira, 21 de Julho de 2008

Há saldos na bolsa!

SaldosA época de saldos já chegou às prateleiras das lojas um pouco por todo o país, mas, devido às promoções anteriores, não é fácil encontrar bons produtos a preços baixos. Na bolsa é o contrário: depois dos principais índices terem caído mais de 20 por cento ao longo do último ano, encontrar acções baratas não é uma tarefa muito difícil.
Porém, para não comprar gato por lebre, a Carteira compilou as recomendações dos analistas e encontrou 4 apostas nacionais e 4 acções estrangeiras prontas a valorizar, mal passe o mau ambiente no mercado. Os analistas estão confiantes que estes 8 títulos valem muito mais do que o preço a que se compram na praça financeira. São verdadeiros saldos bolsistas! David Almas
 
Boas compras
Os analistas dizem que estas são as melhores acções para comprar agora
Empresa Preço Preço-
-alvo
Bolsa Que dizem os analistas
Portugal
Semapa 7,61€ 12,05€ Lisboa Alimentada pelo crescimento de Angola e da Tunísia
Sonae Indústria 2,61€ 7,69€ Lisboa Tem um potencial de valorização de quase 200%
Altri 2,35€ 4,45€ Lisboa Ficou barata após separação da F. Ramada
Galp Energia 11,30€ 17,88€ Lisboa A taxa Robin dos Bosques é só ligeiramente negativa
Estrangeiro
Petrobras 30,29€ 47,94€ Madrid, Nova Iorque É a terceira maior dona de reservas de petróleo e gás
Companhia Vale do Rio Doce 15,98€ 28,17€ Madrid, Nova Iorque, Paris Tem uma posição dominante no ferro e no níquel
United Technologies 40,44€ 51,95€ Nova Iorque Apresenta resultados muito estáveis
Coca-Cola 31,57€ 39,86€ Nova Iorque Continua a ultrapassar as expectivas
Fonte: Bloomberg. 18 de Julho de 2008
Sexta-feira, 18 de Julho de 2008

Carros mais económicos na hora de atestar

Smart fortwoJá aqui dissemos que é possível poupar mais 310 euros por ano se se optar por viajar diariamente de moto. Porém, há muita gente que não abdica do conforto de um automóvel. Para esses, a sugestão é optar por um veículo barato e económico.
O expoente máximo de economia é o Smart fortwo: pode ser adquirido com apenas 8705 euros. Mais barato só mesmo o Chevrolet Matiz. A marca de microcarros da Daimler é recordista na gasolina e no gasóleo: a versão mhd consome 4,3 litros de gasolina por 100 quilómetros e a versão cdi percorre a mesma distância com apenas 3,3 litros de gasóleo. Porque nem toda a gente se satisfaz com apenas 2 lugares, a Carteira compilou as listas dos automóveis a gasolina e a gasóleo que menos consomem. Se está a planear comprar um carro novo, vale a pena estudar estes veículos. David Almas
 
Gasolina
Apesar dos seus 1300 quilogramas, o Toyota Prius consome tanto como o mais económico Smart, o micro hybrid drive
Automóvel
Preço
desde
Consumo
combinado
l/100km
Emissões
de CO2
g/km
Smart fortwo coupé mhd
9 364
4,3
103
Toyota Prius
26 882
4,3
104
Citroën C1 1.0i
9 400
4,6
109
Honda Civic Hybrid
22 100
4,6
109
Peugeot 107 1.0i
9 875
4,6
109
Toyota Aygo 1.0
9 550
4,6
109
Smart fortwo coupé
8 705
4,7
112
Smart fortwo cabrio
12 020
4,9
116

 

Gasóleo
Com menos de 50 euros é possível atestar o Smart cdi e percorrer 1000 quilómetros tranquilamente
Automóvel
Preço
desde
Consumo
combinado
l/100km
Emissões
de CO2
g/km
Smart fortwo coupé cdi
11 355
3,3
88
Mini Cooper D
22 750
3,9
104
Volkswagen Polo 1.4I TDI Bluemotion
18 524
3,9
99
Citroën C1 1.4 HDi
13 668
4,1
109
Mini Clubman Cooper D
24 950
4,1
109
Peugeot 107 1.4 HDi
13 885
4,1
109
Fiat 500 1.3 Multijet
15 780
4,2
110
Quinta-feira, 17 de Julho de 2008

4 perguntas que deve fazer quando investe

Imagine que decidiu que está na hora de confiar na sua intuição e utilizar a liquidez que tem andado a poupar para entrar na roda-viva dos mercados financeiros. Seja através de acções, fundos de investimentos, fundos cotados, planos poupança-reforma ou os demais produtos que o seu gestor de conta lhe aconselha há algumas perguntas que deve anotar para não se esquecer de fazer a si próprio e aos responsáveis pelos produtos financeiros que são candidatos à sua carteira.
 
1. Qual a rendibilidade histórica e em vários prazos temporais?
O seu gestor de conta telefona-lhe a dizer que tem um fundo de investimento maravilhoso que no último ano atingiu uma rendibilidade de 20 por cento. Fantástico, pensará você já a fazer contas na sua multiplicadora mental. Contudo, com um valor de dois dígitos no curto prazo ficará a saber muito pouco sobre a gestão histórica do fundo, senão repare nos exemplos de 2 fundos de acções norte-americanas no final do ano passado. O fundo American Express Focused US Growth Equities foi em 2007 o terceiro melhor fundo da sua classe com um retorno de 10,24 por cento enquanto que o DB Platinum IV US Growth R2C perdeu 1,45 por cento e ficou relegado para uma posição mediana entre os mais de 100 fundos desta classe. Se não ligasse à rendibilidade histórica poder-lhe-ia escapar um factor determinante para a sua decisão de investimento no mercado norte-americano, o facto de em 5 anos o fundo da American Express ter uma rendibilidade anual de 3,17 por cento, muito abaixo da rendibilidade de 8 por cento do fundo gerido pelo Deustche Bank de menor risco.

2. Como é que o investimento se comporta face a produtos alternativos?
Não é por tropeçar num produto que ele passa a ser a melhor coisa do mundo. Para perceber se vai tirar o melhor proveito do seu dinheiro tem de comparar diferentes investimentos alternativos. Por exemplo, a rendibilidade do fundo que faz parte dos seus planos com o desempenho da restante classe a que pertence e com os índices que representam a região e o sector onde se insere, ou as suas aplicações num fundo de tesouraria com uma opção sem risco como depósitos a prazo ou certificados de aforro. Para quem pensa na reforma, se lhe oferecem um plano poupança-reforma tem de fazer algumas contas para perceber se a carga fiscal e as deduções no IRS compensam um compromisso até a idade de reforma com uma forte penalização de resgate em vez de um fundo de acções que, apesar de não lhe baixar os impostos sobre o rendimento, lhe pode oferecer um melhor desempenho. A título de exemplo, o PPR que deu mais retorno em 2007, o BPI Reforma Acções (8,82 por cento) ficou aquém de todos os 7 fundos de acções nacionais.

3. Quais são os custos associados no investimento financeiro?
O marketing e a comunicação dos intermediários financeiros sabem que a sua emoção pode levá-lo a deixar de lado uma reflexão mais pausada. Números grandes e frases apelativas que realcem a segurança e a multiplicação para o seu dinheiro estão um pouco por todo o lado, mas convém esclarecer o que vai ter de descontar aos lucros do seu investimento. Para começar, há produtos que têm custos de subscrição, outros têm associados custos de gestão e muitos ainda cobram no momento de resgate do dinheiro investido. Todos juntos podem levar a rendibilidade a níveis que não conseguem sequer cobrir a inflação. Na revista Carteira de Junho de 2008, o leitor pode perceber que uma simulação do seguro de capitalização como o Poupança Dinâmica Global, que aponta para uma rendibilidade mínima garantida de 4,25 por cento em 20 anos, acaba por não dar ao contraente mais de 2,58 por cento por ano devido aos 3 por cento de comissão de gestão. E não vai querer ouvir falar de inflação, pois não.
Se é mais afoito e acredita que momentos de queda são bons para comprar acções, então conte com as comissões de bolsa, de guarda de títulos e sobre distribuição de dividendos que as corretoras e os bancos cobram. Investir pouco dinheiro pode dar apenas para pagar ao intermediário.

4. Quanto vou pagar de impostos?
Se estes são os custos associados a quem lhe forneceu o investimento, o Estado terá ainda uma palavra a dizer nos seus lucros. Os fundos de investimento estrangeiros são tributados em 20 por cento no momento de resgate. Os fundos cotados, os famosos ETF, são alvo de uma taxa de 10 por cento e a venda de acções só paga impostos, 10 por cento, se for realizada menos de um ano depois de as comprar. Nas acções pagará ainda 20 por cento sobre os dividendos recebidos e a diferença entre os corretores pode ser gritante. No Millennium bcp, um utilizador da plataforma de bolsa paga 7 euros de custódia de títulos e 2,5 por cento do que recebe de dividendos ao passo que na plataforma Best Trading Pro essas comissões são nulas.
Faça bem as contas ao investimento que quer fazer e acrescente os custos à equação de investimento.  Nuno Alexandre Silva
Terça-feira, 15 de Julho de 2008

Depósitos a prazo ainda não valem a pena

Os depósitos não são suficientes para cobrir a inflaçãoNos últimos 4 anos, as taxas de juro dos depósitos a prazo mais do que duplicaram. Os novos depósitos a prazo efectuados em Abril passado receberam uma taxa de juro média de 4,10 por cento, segundo o Banco de Portugal. Porém, isso não é suficiente para colmatar o aumento dos preços. Depois de subtrair os 20 por cento que são retidos pelos bancos por conta de IRS, a taxa de juro anual líquida média reduz-se para 3,28 por cento, o que fica abaixo da taxa de inflação de 3,40 por cento, anunciada pelo Instituto Nacional de Estatística. A escalada dos preços dos combustíveis e dos alimentos eliminou por completo o benefício do aumento das taxas de juro praticadas pelas instituições financeiras.
Com a inflação neste nível, só se deve aceitar os depósito a prazo que ofereçam taxas anuais brutas superiores a 4,25 por cento. A Carteira foi à caça e encontrou na internet 6 boas propostas. David Almas
 
Bons depósitos
Estes são as melhores taxas que pode encontrar numa aplicação a 6 meses
Banco
Taxa anual bruta
(depósito a 6 meses)
6,50%
5,55%
5,50%
5,35%
5,34%
5,10%
Segunda-feira, 14 de Julho de 2008

A sustentável leveza dos fundos

Leve como uma pena. Foto: Grant MacDonaldSe os homens que lideram os países mais industrializados do mundo – e mais poluidores – estão empenhados em reduzir as emissões poluentes em 50 por cento até 2050, há muitos cidadãos comuns que já se preocupam com o impacte das suas acções na natureza. Se para si os investimentos se devem fazer respeitando o ambiente e preservando a sustentabilidade do planeta, há fundos de investimento que se ajustam a si, pelo menos na atitude. O que os gestores das casas de investimento destes fundos fazem é escolher as empresas com melhores práticas do ponto de vista económico, ambiental e ecológico, mas ser “verde” e preocupar-se com a natureza pode ficar apenas por um sentimento nobre. A recompensa pelo seu altruísmo resume-se a rendibilidades muito baixas em quase todos os fundos da classe que se vendem em Portugal. Dos 8 fundos com mais de 5 anos, só 3 têm retornos acima de 3 por cento por ano e alguns, como o JPMorgan Global Socially Responsible, cotado em dólares, tiveram mesmo resultados negativos.
Só um dos vários fundos da gestora Pictet nesta categoria conseguiu oferecer aos investidores mais preocupados na bolsa uma rendibilidade líquida acima de 5 por cento nos últimos 5 anos, mas este é uma das excepções que confirma a regra dos maus resultados que, por exemplo, afundaram todos os fundos socialmente responsáveis lançados em 2006.
Empresas como a seguradora Allianz, a Siemens e a Ericsson integram as escolhas dos gestores do fundo com maior retorno, o Pictet European Sustainable Equities, que é composto ainda por acções como as da suíça Nestlé e da espanhola Telefónica. No segundo fundo mais amigo da carteira e dos nervos dos investidores, o European Responsible Consumer Balanced, gerido pela ESAF, as maiores posições são de obrigações do Estado francês, mas as acções da seguradora Axa e da finlandesa Nokia são algumas das apostas do leque de mais de 30 empresas socialmente preocupadas no fundo. Nuno Alexandre Silva
 
Fundos socialmente aceitáveis
Se não quiser esperar pelos líderes dos países que mais contribuem para o efeito de estufa para se preocupar com o ambiente há poucos fundos “verdes” apetecíveis
Fundo
Rendibilidade*
5 anos
Risco
Comercialização
Pictet European Sustainable Equities
5,12%
Alto
Banco Best, Banco Big
European Responsible Consumer Balanced
4,03%
Médio
Banco Best
DWS Invest Responsability LC
3,22%
Médio alto
Deutsche Bank
Fonte: Bloomberg. *Rendibilidade anualizada em euros. 10 de Julho de 2008

 

Sexta-feira, 11 de Julho de 2008

Fundos geridos por equipas têm custos mais baixos

Yufeng Han. Foto: ArturNa indústria dos fundos de investimento há uma panóplia quase infindável de diferentes produtos, mas se resumirmos o foco da análise em termos da gestão, só temos duas categorias: os fundos que são geridos individualmente e os fundos geridos por equipas. E qual dos dois conseguirá obter os melhores resultados? Para responder à questão, a Carteira entrevistou Yufeng Han, investigador da Tulane University, nos Estados Unidos da América, à margem da conferência “Nova Annual Finance Conference”, promovida pela ISCTE Business School. “A tendência é para existirem mais fundos geridos colectivamente, mas as conclusões demonstram que estes não rendem mais do que os fundos geridos individualmente”, explica o responsável de ascendência asiática.
Em termos quantitativos, diga-se que o marketing dos fundos de investimento tende a enfatizar a gestão por equipa em vez de destacar um só gestor, já que se verifica que os fundos geridos por equipas tendem a atrair mais clientes do que os fundos geridos por um único profissional. Mas em termos qualitativos, os resultados indicam não haver diferenças no desempenho entre as duas estruturas de gestão. Ainda assim, há características distintas a apontar: “Os fundos geridos por equipas são menos voláteis e apresentam custos mais baixos”, refere Yufeng Han, acrescentando que os mesmos “têm transacções mais genéricas, carteiras mais diversificadas, com maior peso nas empresas de maior capitalização e em acções 'momentum'”.
Já os fundos geridos individualmente mostram uma apetência especial por investimentos mais flexíveis e mais excêntricos, ao passo que nos fundos colectivos “é mais difícil sacar performance individual do gestores”, explica o investigador. Daí, acaba por ser natural que as estruturas de gestão individual sejam mais atractivas para os gestores mais seniores e com melhores capacidades, enquanto que os colectivos beneficiam da força da estrutura e, graças ao trabalho em equipa, conseguem igualar o desempenho dos individuais.
Ora, se levarmos em linha de conta as características principais dos fundos geridos por equipas, que são menos voláteis, apresentam uma estruturas de custos mais baixa e obtêm um desempenho semelhante ao fundos geridos por apenas um profissional, vulgo one man show, não há dúvidas que quando chegar a hora de meter o seu dinheiro a render num qualquer fundo de investimento, deve averiguar primeiro quais são as mãos que lhe vão mexer. E quanto mais forem, em princípio, melhor! Diogo Nunes
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