Segunda-feira, 21 de Abril de 2008

Farmacêuticas com pouca saúde

Os recentes resultados apresentados pela maior farmacêutica do mundo são sintomáticos. No primeiro trimestre de 2008, os lucros da Pfizer caíram 18 por cento face ao período homólogo e as vendas caíram 5 por cento devido ao aumento da concorrência dos medicamentos genéricos substitutos do Lipitor e do Norvasc, drogas usadas para o combater o colesterol e pressão arterial, respectivamente. A empresa está com dificuldades em substituir a gama de produtos cujas patentes terminam até 2011, incluindo o Lipitor, que contribui com quase 40 por cento dos lucros da farmacêutica, que começará a ter concorrência genérica em 2010.
Para fazer aprovar a comercialização de novos medicamentos, as farmacêuticas estão a recorrer a todas as armas. De acordo com 2 artigos publicados no Journal of the American Medical Association (JAMA), nos estudos conduzidos pela Merck sobre os efeitos secundários do analgésico Vioxx, a empresa adulterou conclusões e escondeu alguns efeitos secundários do medicamento. Em 2 dos processos movidos contra a farmacêutica norte-americana, foram apresentados em tribunal 2 documentos que sugerem que o controle dos estudos por parte da Merck permitiram desvalorizar o risco de morte em doentes com Alzheimer. Peter Kim, presidente da unidade de investigação da Merck Research Laboratories, negou os factos, mas segundo os autores do relatório do JAMA, esta prática é muito usada pela indústria farmacêutica, mas é igualmente difícil de provar.
De acordo com um estudo realizado pela gestora suíça de fundos Pictet, em média, os lucros por acção do sector farmacêutico “de marca” deverão crescer anualmente entre 8 e 10 por cento até 2011, enquanto o subsector composto pelas fabricantes de genéricos deverá crescer entre 15 e 20 por cento durante o mesmo período. Esse crescimento é estimulado pela procura destes medicamentos nos mercados emergentes e por políticas governamentais que visam diminuir as despesas de saúde nos países desenvolvidos. No Japão, por exemplo, o governo prepara-se para adoptar um pacote de incentivos às farmacêuticas para estas aumentarem a oferta de genéricos, de forma a duplicarem o consumo de medicamentos de marca branca até 2011. Segundo a gestora de fundos suíça Pictet, o mercado de genéricos deverá expandir-se a uma taxa anual de 20 por cento até 2010. Ou seja, se procura um paliativo para a sua carteira deve optar por um genérico. Joaquim Madrinha

Sem efeitos secundários
O mercado de medicamentos genéricos está mais saudável e rentável do que o mercado dos medicamentos de marca

Teva Pharmaceutical Industries
Recomendação média: comprar
Potencial de valorização: 12,79%
Bolsa: Nasdaq

Novartis
Recomendação média: comprar
Potencial de valorização: 23,45%
Bolsa: Nova Iorque

Shire
Recomendação média: comprar
Potencial de valorização: 22,45%
Bolsa: Londres

Pictet Generics HR
Rendibilidade 1 ano: -4,20%
Onde comprar: ActivoBank7, Banco Best, Banco Big, Millennium bcp

Fonte: Bloomberg. Valores em euros, líquidos de impostos no caso do fundo. 18 de Abril 2008

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