Terça-feira, 22 de Abril de 2008

Corra à velocidade da Índia

Ram Singh Yadav, um dos maratonistas da Índia. Foto: Supersam5A história de crescimento da economia indiana não é propriamente nova, mas continua a surpreender. Aquela que há apenas 4 anos era a décima maior economia à escala global, no final de 2007 detinha já o título de quinta maior do mundo, só ultrapassada pela União Europeia, pelos EUA, pela China e pelo Japão.
As estimativas apontam para que a economia indiana tenha crescido mais 9 por cento no ano passado, contrariando a tendência de estagnação do crescimento económico em termos mundiais. E o principal índice bolsista da Índia, o BSE Sensex, aproveitou o embalo para crescer 48 por cento nos mesmos 12 meses. É muita pedalada!
A base industrial muito diversificada e competitiva à escala global ajuda a explicar o sucesso das cotadas indianas aos olhos dos investidores. Como se não bastasse, os “corredores de fundo” da indústria do país, cuja população é de matriz religiosa maioritariamente hindu, estão a partir à conquista de novas pistas para correr os lucros (leia-se, entraram a fundo no movimento de fusões e de aquisições transfronteiriças).
“O que faz correr a Tata?” é o nome da conferência que a AESE - Escola de Direcção e Negócios está a promover no próximo dia 24 de Abril, em Lisboa. Se ficou interessado em saber mais sobre a vertiginosa viagem das empresas indianas à conquista do mundo, não poderá perder a ocasião de ouvir Jayant Pendharkar, o vice-presidente para o marketing global da Tata Consulting Services, uma das estrelas de serviço da legião indiana. Recorde-se que, nos últimos tempos, o grupo Tata tem deixado o mundo dos negócios de boca aberta, graças às suas várias aquisições de empresas europeias e norte-americanas. Alguns dos negócios mais emblemáticos foram a compra do Tetley's Tea, na indústria alimentar, da Corus (empresa siderúrgica britânica) ou, no sector automóvel, as aquisições da Jaguar e da Land Rover. A intervenção de 45 minutos promete ser deveras interessante e, se sair de lá convencido acerca do potencial de crescimento da Índia, pode ir logo de seguida estudar os fundos de investimento dedicados ao colosso indiano em comercialização no mercado luso.
Tudo leva a crer que são bons investimentos, quer para velocistas quer para maratonistas! Diogo Nunes

Indo para os fundos hindus
Depois dos retornos chorudos em 2007, a correcção das bolsas empurrou para o vermelho todos os fundos que apostam na Índia. Estes foram os que menos perderam desde o início do ano
Fundo Rendibilidade desde Janeiro Rendibilidade em 2007 Onde comprar
Fidelity India Focus A ($) -19,88% 33,66% Banco Best, Deutsche Bank
Fidelity India Focus A (£) -20,16% 33,71% Banco Best
HSBC GIF Indian Equity EC -23,02% 48,09% Banco Best
Pictet Indian Equities P -24,40% 40,52% Banco Big
Pictet Indian Equities R ($) -24,56% 39,69% Banco Best
JP Morgan India D -24,74% 34,28% ActivoBank7, Banco Best, Banco Big, Millennium bcp
Fonte: Bloomberg. 21 de Abril de 2008
1 comentário:
De Sergio Dias a 22 de Abril de 2008 às 11:00
Que menos perderam....mesmo assim, sempre acima dos 19%. Será mais uma opção..... Boas e Baratas ou pior só se cair o Taj Mahal ?

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