Quarta-feira, 7 de Maio de 2008

Deixe a gasolina na bomba

O rendimento de 1 português dá para comprar 66 barris por ano, enquanto um dinamarquês pode comprar 213Se está a ler este blogue depois de chegar ao trabalho de carro, já deve ter gasto hoje uma fatia do seu salário com o pequeno-almoço do automóvel. Se multiplicar o consumo do seu carro pelos preços que vigoravam nos inevitáveis postos de combustível, verá que, no espaço de um ano, o seu carro passou a beber bebidas mais caras. Fazendo as contas ao carro mais vendido no primeiro trimestre do ano, o Seat Ibiza 1.2, que consome 7,9 litros de gasolina por 100 quilómetros, em circuito urbano, e tomando como exemplo uma pessoa que faça 30 quilómetros por dia ao volante do seu amigo-inimigo de 4 rodas, no final do mês gasta cerca de 100 euros.
Se é um dos que paga a sexta gasolina mais cara da União Europeia, que despende o mesmo por um litro de gasolina do que um cidadão dinamarquês que recebe em média 3 vezes mais do que um português, está na altura de aliviar o fardo dos combustíveis. Aqui ficam 4 dicas para empurrar os 100 euros para baixo.

 1. Verifique a pressão dos pneus: Pneus mal calibrados podem aumentar o consumo do seu carro. Utilize o manual da marca que deverá andar no porta-luvas e deixe os pneus arrefecer para não influenciar a pressão correcta.
2. Limpe o filtro de ar: Limpar regularmente o filtro por onde passa o ar para o motor pode aumentar o desempenho do carro. Se a luz do Sol já não consegue trespassá-lo está na altura de mudar.
3. Aproveite o ar puro: Desligue o ar condicionado e deixe que o ar natural o arrefeça no Verão. Vai poupar o motor ao esforço e usar menos combustível.
4. Não seja nervoso: Estar sempre a acelerar e a abrandar bruscamente no trânsito não vai ajudá-lo a poupar na gasolina ou no gasóleo. Nas filas de trânsito deixe o carro deslizar suavemente, mesmo que possa pensar que faz má figura no palco que é a estrada.
5. Pense seriamente nos transportes públicos: É difícil deixar o carro em casa depois de ganhar o hábito de conduzir diariamente, mas informe-se dos autocarros e das estações de metropolitano que o podem ajudar a chegar ao trabalho sem dar de comida ao carro todas as manhãs. Nuno Alexandre Silva
1 comentário:
De Paulo Costa a 8 de Maio de 2008 às 09:23
Artigo interessante. Só uma pequena correcção: os pneus não se calibram. É comum falar-se em "calibragem" neste contexto, quando na verdade o que se faz é equilibragem (com recurso a pequenos pesos) das rodas (onde se inclui jante e pneu).

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