Quinta-feira, 8 de Maio de 2008

Poucos lucros olímpicos

Logo Pequim 2008Mesmo com a delicada questão do Tibete a atrapalhar a marcha da tocha olímpica no seu longo percurso até Pequim, os Jogos Olímpicos deste Verão vão mesmo acontecer. Porém, os investidores que procuraram antecipar a maior manifestação desportiva mundial, comprando títulos das empresas que, supostamente, seriam as maiores beneficiadas com o evento, andam por esta altura a fazer contas à vida. Como reza a agência Bloomberg, as 23 empresas seleccionadas há um ano e meio pela Macquarie Group tendo como lógica que os resultados dariam um pulo com as Olimpíadas, estão a recuar em 2008 mais de 20 por cento, ao passo que o Hang Seng Entreprises Index, índice de referência, desce uns mais modestos 12 por cento.
Claro que não se pode esquecer que as "acções olímpicas" cresceram 69 por cento em 2007, acima dos 56 por cento acumulados pelo índice de referência, ou seja, o balão dos ganhos encheu até rebentar. Mark Mobius, gestor de fundos da Franklin Templeton, considera que "as empresas que estão relacionadas com os Jogos Olímpicos subiram apenas com base no evento, sem terem fundamentais sólidos", acrescentando que não adquiriu nenhum destes títulos porque "os preços subiram muito rápido e muito alto".
Algumas das empresas que compõem o cesto olímpico são a Air China, Beijing Capital International Airport e Beijing North Star e, apesar da hecatombe dos primeiros meses de 2008, Tim Rock, o estrategista da Macquarie em Hong-Kong que foi o responsável pela criação do cabaz das acções olímpicas, acredita que os títulos vão recuperar. "Os papéis dos sectores turístico e imobiliário, que vão beneficiar da procura dos Jogos Olímpicos, vão ter um comportamento melhor do que a maioria do mercado chinês, quando melhorarem as dinâmicas gerais."
As Olimpíadas mais polémicas das últimas décadas até podem abrir boas oportunidades de negócio (quem acreditasse no cesto olímpico divulgado no final de 2006 tinha ganho quase 70 por cento em apenas 12 meses), contudo, quem só entrasse neste "jogo" um ano depois estaria por esta altura a perder mais de 20 por cento em pouco mais de 4 meses.
Finalmente, quem tiver fé no reacender da chama olímpica, pode até aproveitar os fortes recuos deste ano para entrar nos títulos imediatamente e, quem sabe, chegar ao final do certame que termina a 24 de Agosto com uma medalha de ouro ao pescoço! Diogo Nunes

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