Terça-feira, 27 de Maio de 2008

Ouro cada vez mais negro

Petróleo. Foto: gunnivbQue os preços do petróleo continuam a sua cavalgada na direcção de novos máximos já não é novidade para ninguém. E que a cotação das petrolíferas tem acompanhado o movimento altista a par e passo também não. A grande questão é: “Ainda há espaço para novas valorizações dos títulos do sector petrolífero?”.
Robin Batchelor, gestor do BlackRock World Energy, acredita que sim e explica o racional: “A combinação da procura crescente e da contracção na oferta vai fazer com que os preços do petróleo continuem fortes. O que isto significa para as petrolíferas? O sector energético negoceia actualmente a desconto face ao mercado em geral e acreditamos que a história da sustentabilidade dos elevados preços do crude ainda não está incorporada nas avaliações das acções do sector.”
O especialista frisa que “os analistas continuam a utilizar o preço de longo termo do petróleo entre os 70 e os 80 dólares nas suas avaliações, mas a curva dos futuros do crude está já acima dos 125 dólares por barril até 2015”. Conclusão? “À medida que os analistas aumentem as suas projecções sobre os preços do ouro negro e, consequentemente, as suas expectativas de resultados, podemos esperar uma forte reclassificação das acções energéticas”, sublinha Robin Batchelor.
Ainda por cima, os constrangimentos no aumento da oferta estão a ser superiores ao esperado, em virtude do atraso em diversos projectos de exploração, do declínio superior ao previsto dos principais campos petrolíferos e aos cortes na produção da OPEP. Há ainda receios sobre o abastecimento futuro, exacerbados pelas tensões políticas em países como a Nigéria ou o Irão. Mais, o petróleo caro criou outro fenómeno: o nacionalismo dos recursos, que consiste no facto de os países onde abunda o ouro negro pretenderem uma fatia maior dos lucros da indústria. É o caso da Rússia, que após uma década de rápido crescimento na disponibilização de crude, preferiu arrepiar caminho e hoje estabilizou a oferta de crude para exportação. 
Se ficou com a pulga atrás da orelha, mas acha que as velozes subidas dos preços das acções petrolíferas nos últimos anos poderão estar a esgotar-lhes o potencial de valorização, fique com os dados seguintes e talvez mude de ideias: a China consome hoje tanto petróleo por habitante como os EUA “bebiam” no longínquo ano de 1905, antes da produção em massa do modelo C da Ford e da descoberta dos motores a jacto; se a China e a Índia aumentassem a sua produção per capita para os actuais níveis norte-americanos, apenas os dois países necessitariam de absorver 160 milhões de barris por dia, mais do dobro da actual oferta mundial de petróleo. Ou seja, a culpa volta a ser dos (gigantes) emergentes. Você vai ficar fora de jogo? Diogo Nunes

3 fundos cheios de energia
A valorização de 107 por cento do preço do petróleo nos últimos 3 anos arrastou estes fundos para rendibilidades anuais de 2 dígitos
Fundos
Rendibilidade
3 anos
Onde comprar
American Express Global Energy Equities
25,93%
Invesco Energy
22,36%
BlackRock World Energy
18,18%
Fonte: Bloomberg. Rendibilidades anualizadas em euros. 27 de Maio de 2008.
1 comentário:
De António Duarte a 27 de Maio de 2008 às 18:41
Onde comprar combustivel mais barato?

http://www.maisgasolina.com/combustivel-mais-barato/1/

é só indicar o distrito e... já está!

Cumprimentos à Carteira.
Obrigado

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