Quarta-feira, 4 de Junho de 2008

Crianças revelam boas aptidões para a poupança

A temática da poupança anda na boca do mundo e são cada vez mais os portugueses que se preocupam em juntar um bom pé-de-meia para fazer face aos imprevistos que, por vezes, a vida reserva. Ora, à priori, falar em poupança, ainda que rime, não combina com criança, certo? Errado! De acordo com o estudo OmniTrends 2008, desenvolvido pela OmnicomMediaGroup, as crianças têm uma forte apetência para poupar, apesar de não desperdiçarem a oportunidade de fazer uma boa birra por “aquele” carrinho que está na montra da loja ou pela Barbie da moda! Não acredita? Então repare nos resultados apurados. Quando questionadas sobre o destino que dariam se tivessem uma grande quantia de dinheiro disponível, 66 por cento respondem que “guardariam o dinheiro no mealheiro ou no banco”.
A surpreendente resposta leva à seguinte conclusão dos autores do estudo: “Curiosamente, a emotividade e compulsão tradicionalmente associadas ao consumo das crianças parece dar lugar à racionalidade, planeamento e valorização do dinheiro disponível.” Diga-se que a verba não é tão insignificante como poderá imaginar, já que, em Portugal, 56 por cento das crianças entre os 7 e os 12 anos recebe mesada ou semanada, num montante que se aproxima dos 30 euros mensais. Isto significa que estes pimpolhos lusos gerem de forma directa cerca de 5,6 milhões de euros e mostram ser mais poupados do que grande parte dos seus pais. Exagerando um pouco, apetece dizer que vale a pena ponderar começar a entregar mensalmente o vencimento à guarda dos seus filhos, que se revelam gestores racionais e com queda para a poupança. Aliás, elas podem começar por estudar estes produtos. Parece brincadeira de criança, mas não é! Diogo Nunes

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