Terça-feira, 1 de Julho de 2008

Petrolíferas sempre a facturar

Bomba de extracção de petróleo. Foto: intimajEnquanto o preço do barril do petróleo continuar a sua escalada imparável, os consumidores continuarão a espremer o seu orçamento mensal ao mesmo tempo que os lucros das petrolíferas seguirão de vento em popa. Mas quando o ouro negro encontrar um sinal de stop no seu caminho, as famílias poderão continuar a atravessar dificuldade mas “o desempenho das grandes petrolíferas continuará a ser bastante positivo”, revela um relatório da Moody's. A agência de notação financeira internacional vai um pouco mais longe e aponta que, mesmo num cenário de contracção do preço do petróleo e do gás, "as empresas do sector petrolífero continuarão a gerar fortes fluxos de caixa ao mesmo tempo que manterão uma posição modesta na alavancagem financeira dos seus balanços”. Como justificação para este cenário, os especialistas da Moody's frisam como tendo sido preponderante o passado recente, sobretudo "no período de 2004 a 2006, quando as receitas das petrolífeiras registaram um crescimento médio de 60 por cento, que foi quase sempre superior ao aumento dos custos de produção”.
Porém, o relatório da Moody's não deixa de frisar que, mesmo num cenário de optimismo para as contas das norte-americanas Exxon Mobil e Chevron, e das europeias BP, ENI, Royal Dutch Shell, Total, e Repsol (algumas empresas frisadas no relatório), avizinham-se grandes desafios para o sector petrolífero, que serão pautados por um processo moderado na substituição das reservas de gás e de petróleo, no crescimento da produção, na estrutura de custos e na ocorrência de novos riscos políticos. Luís Leitão

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