Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2008

Oásis no Meio da Crise

Neste ano não houve o famoso rali Lisboa-Dakar. Tal como não houve ainda um rali "a sério" na cotação das acções. Pelo contrário, o ano começou tal como tinha terminado 2007: em queda livre. Logo, a sensação que muitos investidores têm é que estão a atravessar um verdadeiro deserto de ganhos...
Um oásis chamado Kuwait. Foto de Al- FassamNo meio da crise generalizada que se abateu sobre a esmagadora maioria dos mercados accionistas mundiais, há pequenos oásis que conseguem estar a dar retornos a quem neles apostou. Verdade seja dita que não há, nesta altura, nenhuma praça accionista mundial que se possa orgulhar de estar a crescer a 2 dígitos. Nem de perto, nem de longe. Apenas 10 bolsas não estão a cair em 2008, o que, face à situação que se vive actualmente um pouco por todo o lado, já não é mau de todo. Entre os míseros 0,10 por cento dos ganhos acumulados pela praça de Omã desde o início do ano e os 5,15 por cento do Kuwait, temos o top ten das (únicas) subidas a nível global.
E há alguns pontos interessantes que merecem uma chamada de atenção. Entre os 10 mercados que aceleram no verde, 5 deles usam turbante, nomeadamente Omã, Bahrain, Abu Dhabi, Jordânia e Kuwait. Até apetece chamar-lhes os "emirados árabes unidos contra a crise". Depois, temos 3 lanças africanas (Tunísia, Mauritânia e Gana). Finalmente, e para diversificar um bocado as coisas, 2 emergentes de 2 continentes: Equador e Eslováquia.
Como mandam as regras democráticas, vence a maioria. Assim, a Carteira foi à procura dos fundos comercializados em Portugal que permitem a exposição a esta zona específica do mundo. E as opções são escassas... Na realidade, o JPMorgan Middle East Equity D é o único veículo de investimento disponível aos investidores lusos totalmente concentrado no Médio Oriente, com especial cobertura dos países do Golfo Pérsico. Além disso, ainda tem a particularidade de incluir a possibilidade de investimento em 2 países magrebinos: Marrocos e, nem mais nem menos, do que precisamente a Tunísia, a quarta bolsa que mais sobe em 2008.
Além desta opção, existem mais 2 fundos que também contemplam a região dos petrodólares: o Morgan Stanley Emerging Europe, Middle East and North Africa Equity B e o JPMorgan Emerging Europe, Middle East and Africa Equity D. Diga-se, por curiosidade, que estes produtos permitem, de uma só cajadada, matar 3 dos 4 coelhos mais desejados (leia-se, zonas geográficas com bolsas em terreno positivo). Só fica de fora o Equador.
Assim, depois de terem acumulado ganhos astronómicos nos últimos 5 anos – veja o caso do Kuwait, cujo principal índice bolsista galgou 421 por cento nesse período –, os países da região continuam a beneficiar dos elevados preços do ouro negro para encherem o bolso. E quem neles investe não se queixa, de certeza! Será um poço sem fundo? Diogo Nunes

Maiores Subidas em 2008
Os ganhos são escassos em todo o mundo. As variações estão ajustadas para euros
Bolsa Variação
Kuwait 5,15%
Mauritânia 4,50%
Equador 3,57%
Tunísia 2,59%
Jordânia 1,60%
Eslováquia 1,08%
Gana 1,05%
Bahrain 0,87%
Abu Dhabi 0,14%
Omã 0,10%
3 comentários:
De Hugo a 28 de Janeiro de 2008 às 22:16
E então o fundo SPIF - Obiettivo Paesi Emergenti EMEA R Acc , não cobre tambem estes zonas geográficas?

De Carteira.pt a 29 de Janeiro de 2008 às 09:48
Cobre, embora o nome do fundo seja agora Sanpaolo Obiettivo Paesi Emergenti Europa, Medio Oriente e Africa R. Contudo, a componente de Europa emergente é bastante superior aos indicados, o que deturpa o investimento sugerido, que se centra no Médio Oriente e em África. Segundo as últimas informações, os 3 maiores activos do fundo Sanpaolo são russos Gazprom , Sberbank e Lukoil ) e representam cerca de um quinto do portefólio.
De Pedro a 28 de Janeiro de 2008 às 10:31
Bom dia,

A Carteira está em destaque no SAPO esta manhã, em http://www.sapo.pt e http://blogs.sapo.pt.

Parabéns e boa continuação.

Pedro Neves

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