Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2008

Ganhe como um príncipe

À primeira vista, o que têm em comum Portugal, os Estados Unidos da América, a Suíça e o Qatar? Difícil... Mas a verdade é que são os 4 países envolvidos na receita dos ganhos que lhe vamos passar. Isto é, um investidor luso que compre acções de um banco suíço, cotado em Wall Street (via ADR), à boleia de um xeque árabe, habilita-se a engordar os retornos obitdos com acções, sobretudo num período de elevada instabilidade dos mercados mundiais.
Trocando por miúdos, o Qatar está a acumular acções do banco Credit Suisse e pretende gastar até um máximo de 10,25 mil milhões de euros em títulos de bancos europeus e norte-americanos ao longo de 2008. A intenção é anunciada a viva voz pelo xeque Hamad bin Jasim bin Jaber al-Thani, que para além de ser o chefe de estado do emirado árabe, é ainda o presidente executivo da Autoridade de Investimentos do Qatar.
Com os cofres recheados pelos elevados preços atingidos nos últimos tempos pelo ouro negro, os príncipes do Golfo Pérsico não querem perder os saldos que abrangem boa parte do sector bancário a nível mundial. Além do Qatar, também o Kuwait alinha na manobra, entre outros principados da zona. A lógica é simples, depois de levarem uma verdadeira tareia na bolsa devido às gigantescas perdas derivadas da crise do crédito de alto risco, os bancos necessitam de financiamento. Ora, como os fundos árabes estão endinheirados e à procura de oportunidades de apreciação no longo prazo, toca de comprar acções. E o Credit Suisse é um dos felizes contemplados...
Naturalmente, esta poderá ser uma forma para que se sinta, nem que seja por um ano, um verdadeiro príncipe das árabias! Diogo Nunes

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