Terça-feira, 22 de Julho de 2008

3 condições para a bolsa dar a volta

Bob Doll. Foto: Bloomberg newsJá dura há um ano a tempestade nos mercados internacionais e a pergunta que todos os investidores fazem por estes dias é: “Até quando é que irá durar o período negro das bolsas?”. Bom, por enquanto ninguém arrisca avançar com uma previsão, até porque a própria irracionalidade dos mercados a isso aconselha. Porém, Bob Doll, vice-presidente e director da BlackRock, não hesita em apontar o dedo para as três condições que seriam necessárias para alterar a percepção do risco dos investidores e para possibilitar a viragem das bolsas para a rota dos ganhos.
“Olhando para a frente, acreditamos que a primeira condição seria uma redução significativa nos preços do petróleo, a segunda seria um declínio palpável da inflação e a terceira passaria por um aliviar do mercado imobiliário”, considera Bob Doll.
Pegando no primeiro ponto, o director diz que “é claro que o petróleo tem sido o grande responsável pela fase dos mercados”, sublinhando ainda que tem vindo a defender há já algum tempo que aguarda uma correcção. “A queda dos preços na última semana poderá marcar o início dessa correcção, em especial, considerando que as pressões da procura por crude no mundo desenvolvido atenuaram-se de algum modo nos últimos meses”, refere.
No que toca à questão da inflação, o perito defende que “os receios estão de alguma forma ultrapassados e é observável que a inflação 'core' (que exclui a volatilidade dos alimentos e dos preços energéticos) manteve-se sob controlo”. Por isso, Bob Doll espera que “a taxa da inflação caia ao longo dos próximos meses, sobretudo se for possível um certo alívio nos preços energéticos”. Quanto ao mercado imobiliário, a situação é tão negra, que nem o especialista da BlackRock se atreve a mandar grandes pistas.
Destas previsões, conclui-se que os mercados vão voltar a subir, mais cedo ou mais tarde. E possivelmente será mais rápido do que se possa julgar. Por isso, se quiser ganhar dinheiro à grande e à portuguesa, aproveite os saldos e faça as suas apostas. Diogo Nunes
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Segunda-feira, 21 de Julho de 2008

Há saldos na bolsa!

SaldosA época de saldos já chegou às prateleiras das lojas um pouco por todo o país, mas, devido às promoções anteriores, não é fácil encontrar bons produtos a preços baixos. Na bolsa é o contrário: depois dos principais índices terem caído mais de 20 por cento ao longo do último ano, encontrar acções baratas não é uma tarefa muito difícil.
Porém, para não comprar gato por lebre, a Carteira compilou as recomendações dos analistas e encontrou 4 apostas nacionais e 4 acções estrangeiras prontas a valorizar, mal passe o mau ambiente no mercado. Os analistas estão confiantes que estes 8 títulos valem muito mais do que o preço a que se compram na praça financeira. São verdadeiros saldos bolsistas! David Almas
 
Boas compras
Os analistas dizem que estas são as melhores acções para comprar agora
Empresa Preço Preço-
-alvo
Bolsa Que dizem os analistas
Portugal
Semapa 7,61€ 12,05€ Lisboa Alimentada pelo crescimento de Angola e da Tunísia
Sonae Indústria 2,61€ 7,69€ Lisboa Tem um potencial de valorização de quase 200%
Altri 2,35€ 4,45€ Lisboa Ficou barata após separação da F. Ramada
Galp Energia 11,30€ 17,88€ Lisboa A taxa Robin dos Bosques é só ligeiramente negativa
Estrangeiro
Petrobras 30,29€ 47,94€ Madrid, Nova Iorque É a terceira maior dona de reservas de petróleo e gás
Companhia Vale do Rio Doce 15,98€ 28,17€ Madrid, Nova Iorque, Paris Tem uma posição dominante no ferro e no níquel
United Technologies 40,44€ 51,95€ Nova Iorque Apresenta resultados muito estáveis
Coca-Cola 31,57€ 39,86€ Nova Iorque Continua a ultrapassar as expectivas
Fonte: Bloomberg. 18 de Julho de 2008
Quinta-feira, 17 de Julho de 2008

4 perguntas que deve fazer quando investe

Imagine que decidiu que está na hora de confiar na sua intuição e utilizar a liquidez que tem andado a poupar para entrar na roda-viva dos mercados financeiros. Seja através de acções, fundos de investimentos, fundos cotados, planos poupança-reforma ou os demais produtos que o seu gestor de conta lhe aconselha há algumas perguntas que deve anotar para não se esquecer de fazer a si próprio e aos responsáveis pelos produtos financeiros que são candidatos à sua carteira.
 
1. Qual a rendibilidade histórica e em vários prazos temporais?
O seu gestor de conta telefona-lhe a dizer que tem um fundo de investimento maravilhoso que no último ano atingiu uma rendibilidade de 20 por cento. Fantástico, pensará você já a fazer contas na sua multiplicadora mental. Contudo, com um valor de dois dígitos no curto prazo ficará a saber muito pouco sobre a gestão histórica do fundo, senão repare nos exemplos de 2 fundos de acções norte-americanas no final do ano passado. O fundo American Express Focused US Growth Equities foi em 2007 o terceiro melhor fundo da sua classe com um retorno de 10,24 por cento enquanto que o DB Platinum IV US Growth R2C perdeu 1,45 por cento e ficou relegado para uma posição mediana entre os mais de 100 fundos desta classe. Se não ligasse à rendibilidade histórica poder-lhe-ia escapar um factor determinante para a sua decisão de investimento no mercado norte-americano, o facto de em 5 anos o fundo da American Express ter uma rendibilidade anual de 3,17 por cento, muito abaixo da rendibilidade de 8 por cento do fundo gerido pelo Deustche Bank de menor risco.

2. Como é que o investimento se comporta face a produtos alternativos?
Não é por tropeçar num produto que ele passa a ser a melhor coisa do mundo. Para perceber se vai tirar o melhor proveito do seu dinheiro tem de comparar diferentes investimentos alternativos. Por exemplo, a rendibilidade do fundo que faz parte dos seus planos com o desempenho da restante classe a que pertence e com os índices que representam a região e o sector onde se insere, ou as suas aplicações num fundo de tesouraria com uma opção sem risco como depósitos a prazo ou certificados de aforro. Para quem pensa na reforma, se lhe oferecem um plano poupança-reforma tem de fazer algumas contas para perceber se a carga fiscal e as deduções no IRS compensam um compromisso até a idade de reforma com uma forte penalização de resgate em vez de um fundo de acções que, apesar de não lhe baixar os impostos sobre o rendimento, lhe pode oferecer um melhor desempenho. A título de exemplo, o PPR que deu mais retorno em 2007, o BPI Reforma Acções (8,82 por cento) ficou aquém de todos os 7 fundos de acções nacionais.

3. Quais são os custos associados no investimento financeiro?
O marketing e a comunicação dos intermediários financeiros sabem que a sua emoção pode levá-lo a deixar de lado uma reflexão mais pausada. Números grandes e frases apelativas que realcem a segurança e a multiplicação para o seu dinheiro estão um pouco por todo o lado, mas convém esclarecer o que vai ter de descontar aos lucros do seu investimento. Para começar, há produtos que têm custos de subscrição, outros têm associados custos de gestão e muitos ainda cobram no momento de resgate do dinheiro investido. Todos juntos podem levar a rendibilidade a níveis que não conseguem sequer cobrir a inflação. Na revista Carteira de Junho de 2008, o leitor pode perceber que uma simulação do seguro de capitalização como o Poupança Dinâmica Global, que aponta para uma rendibilidade mínima garantida de 4,25 por cento em 20 anos, acaba por não dar ao contraente mais de 2,58 por cento por ano devido aos 3 por cento de comissão de gestão. E não vai querer ouvir falar de inflação, pois não.
Se é mais afoito e acredita que momentos de queda são bons para comprar acções, então conte com as comissões de bolsa, de guarda de títulos e sobre distribuição de dividendos que as corretoras e os bancos cobram. Investir pouco dinheiro pode dar apenas para pagar ao intermediário.

4. Quanto vou pagar de impostos?
Se estes são os custos associados a quem lhe forneceu o investimento, o Estado terá ainda uma palavra a dizer nos seus lucros. Os fundos de investimento estrangeiros são tributados em 20 por cento no momento de resgate. Os fundos cotados, os famosos ETF, são alvo de uma taxa de 10 por cento e a venda de acções só paga impostos, 10 por cento, se for realizada menos de um ano depois de as comprar. Nas acções pagará ainda 20 por cento sobre os dividendos recebidos e a diferença entre os corretores pode ser gritante. No Millennium bcp, um utilizador da plataforma de bolsa paga 7 euros de custódia de títulos e 2,5 por cento do que recebe de dividendos ao passo que na plataforma Best Trading Pro essas comissões são nulas.
Faça bem as contas ao investimento que quer fazer e acrescente os custos à equação de investimento.  Nuno Alexandre Silva
Quinta-feira, 10 de Julho de 2008

Nem os gurus se safam da crise

George SorosSe não tem estado satisfeito com o desempenho da sua carteira de acções, fique a saber que não é o único. Nem os "superinvestidores", como Warren Buffett e Joel Greenblatt, conseguiram escapar à razia que a crise no mercado norte-americano de crédito hipotecário de alto risco – subprime – provocou nos seus portefólios desde que rebentou em Junho do ano passado. Desde então, as 500 maiores empresas norte-americanas tombaram 26,67 por cento e as 600 maiores companhias europeias corrigiram 25,22 por cento. Porém, enquanto o Oráculo de Omaha, como é conhecido Buffett, que teve como mestre Benjamin Graham, contabilizou perdas de apenas 3,6 por cento nos últimos 12 meses, o autor do livro "Invista e Fique Rico", em que identifica uma "fórmula mágica" para encontrar empresas baratas e rentáveis, perdeu 37 por cento.
É caso para dizer que o dito popular "quando o sol nasce é para todos" tomou de assalto o mercado de capitais e nem o gurus se safam. Luís Leitão
 
Gurus ao fundo
O momento menos positivo do mercado de capitais não tem apenas afectado os pequenos investidores, também os maiores superinvestidores do mundo têm contabilizado alguns prejuízos
Gurus Rendibilidade 12 meses
Joel Greenblatt -37,00%
Mohnish Pabrai -36,88%
Irving Kahn -24,68%
David Dreman -11,87%
Ronal Muhlenkamp -13,39%
George Soros -9,43%
Warren Buffett -3,60%
Fonte: GuruFocus. Rendibilidades em dólares. 27 de Junho de 2008
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Segunda-feira, 30 de Junho de 2008

Invista como os milionários

Portefólio estimado dos milionários em 2009O ano passado não foi famoso para a generalidade dos mercados de referência mundiais, mas quem tem rios de dinheiro não sofreu muito com a crise. Pelo menos, a julgar pelo aumento de 9,4 por cento da riqueza concentrada nos "high net worth individuals" – indivíduos com activos líquidos de pelo menos 1 milhão de dólares (635 mil euros) excluindo a sua residência primária e consumíveis –, que ascende já a 25,8 biliões de euros. A conclusão é extraída da 12.ª edição do World Wealth Report, publicado pela Merrill Lynch e pela Capgemini, que avança com mais dados curiosos: o número de milionários aumentou 6 por cento a nível global para 10,1 milhões e a quantidade de multimilionários – indivíduos com activos líquidos de pelo menos 30 milhões de dólares (19 milhões de euros) excluindo a sua residência primária e consumíveis – cresceu 8,8 por cento. Em 2007, pela primeira vez, a média da riqueza dos milionários superou os 2,5 milhões de euros.
O estudo argumenta que o crescimento global permaneceu sólido no ano passado face aos 2 principais factores de geração de riqueza: taxa de crescimento real do PIB e capitalização de mercado. “Os ganhos económicos globais do primeiro semestre de 2007 alavancaram o crescimento mundial dos milionários, enquanto, no segundo semestre, as economias emergentes compensaram as que se encontravam em fase de abrandamento, designadamente as economias mais maduras”, refere o relatório da riqueza mundial. Recorde-se que a economia global cresceu 5,1 por cento em 2007, uma ligeira desaceleração face aos 5,3 por cento obtidos em 2006.
Onde é que estes seres altamente endinheirados investem? “Os ambientes macroeconómicos divergentes no início e no final de 2007 ajudaram os milionários a definir as suas estratégias de alocação de riqueza. Nos primeiros meses de 2007 investiram fortemente em activos com risco, com base no optimismo de 2006, mas acabaram por transferir os seus investimentos para activos mais seguros e menos voláteis”, sublinha o estudo.
Nota para o crescimento do investimento ambientalista, que se situou nos 74 biliões de euros graças à subida de 41 por cento desde 2005, com grande força da energia eólica e solar. O Médio Oriente e a Europa tiveram os milionários e os multimilionários mais ambientalmente sintonizados, com participações que vão desde os 17 por cento aos 21 por cento. Comparativamente, apenas 5 por cento dos milionários e 7 por cento dos multimilionários da América do Norte alocaram parte da sua carteira a investimentos em títulos de empresas que actuam na área das tecnologias limpas. Metade dos milionários em termos globais assumem que na base desta escolha está o elevado retorno financeiro. No que toca à distribuição geográfica, fica demonstrado que o dinheiro dos seres mais ricos do mundo está gradualmente a abandonar o continente norte-americano e a transferir-se para os mercados emergentes. A Europa e a Ásia-Pacífico mantêm-se estáveis e a África e a América Latina estão a ganhar terreno a olhos vistos.
Já sabe, mesmo que não seja nenhum Bill Gates, nem tenha um milhão para aplicar na bolsa, pode amealhar uns trocos e atirar-se de cabeça para o fabuloso mundo das energias renováveis. Boa parte da fortuna dos 10 milhões de homens e de mulheres mais ricos do Planeta já lá está. Diogo Nunes
Quinta-feira, 26 de Junho de 2008

Replique a bolsa à portuguesa

Sardinhas do PSI 20. Foto: stijn/CarteiraA queda do mercado está a ser dolorosa? Preferia investir e esquecer durante alguns meses ou anos? Se está interessado apenas na bolsa de Lisboa, agora já pode fazê-lo. A Northern Trust, uma gestora de activos de Chicago, adicionou o índice PSI 20, que reúne as maiores sociedades cotadas lisboetas, ao seu grupo de fundos cotados Nets, que replicam os principais índices mundiais. Assim, através de uma única operação de bolsa, ao adquirir o Nets PSI 20 Index Fund (Portugal) na bolsa de Nova Iorque, ganha a exposição aos 20 principais títulos alfacinhas, em particular à EDP, PT, BCP e Galp Energia (que pesam mais de 10 por cento cada um).
Antes de avançar é preciso ter atenção a 2 coisas: é preciso pagar comissões de bolsa ao seu intermediário financeiro (ao contrário dos fundos de investimento tradicionais) e é preciso um cuidado muito especial nas operações, porque o volume diário de negócios é muito reduzido. Se calhar é melhor esperar pelo fundo do PSI 20 que será cotado em Lisboa, segundo declarações do presidente da Euronext Lisboa, Miguel Athayde Marques, e que deverá ter bastante mais sucesso. David Almas
Quarta-feira, 25 de Junho de 2008

Acções 5 estrelas

Acções recomendadas pela MorningstarA incerteza parece ser a palavra-chave utilizada pela maioria dos especialistas para caracterizar o momento actual dos mercados. Do lado dos investidores, é o “pânico” que tem ameaçado a gestão dos seus portefólios. Que o digam os accionistas da Sonae Indústria e da Sonae SGPS, que desde o início do ano viram as suas participações perdem 57,59 e 54,41 por cento, respectivamente. Por esta razão, muitos investidores ponderam fechar todas as suas posições accionistas antes de partirem de férias, mesmo que isso pressuponha que tenham de assumir fortes prejuízos. Em alguns casos, talvez até seja a melhor solução, sobretudo se o “sobe-e-desce” do mercado influenciar fortemente a sua disposição emocional e facilmente transformar 15 dias de harmonia familiar em 15 dias de má disposição e de stress constante.
Mas para os investidores que encaram as acções como um investimento de longo prazo e observam o momento actual não como uma catástrofe mas como uma oportunidade de comprar de acções em saldos, Allan C. Nichols, analista da Morningstar, recomenda 5 empresas com carimbo de 5 estrelas da Morningstar, que "continuarão a crescer nos mercados emergentes providenciando produtos ou serviços, sem o risco directo de virem a estabelecer as suas sedes nestas áreas”. Luís Leitão
Sexta-feira, 20 de Junho de 2008

Aviões europeus levantam com o dólar

Airbus A330. Foto: CaribbSe o sector da aviação europeu tem sentido o efeito negativo do momento económico e dos elevados preços do petróleo, a Air France-KLM caiu 33 por cento e a British Airways 25 por cento desde o princípio do ano, os construtores aeroespaciais já estão de olho na recuperação da economia norte-americana e do regresso do dólar à disputa com o euro para voltar a levantar os lucros. Pelo menos a julgar pelo perfil de exposição ao dólar norte-americano que a sociedade de investimento JPMorgan traçou. A instituição financeira estudou a sensibilidade às oscilações do dólar dentro do sector e encontrou as companhias que mais poderão vir a beneficiar do retorno ao equilíbrio das taxas de juro entre o banco liderado por Jean-Claude Trichet, o Banco Central Europeu, e a Reserva Federal norte-americana, conduzida por Ben Bernanke.
No primeiro lugar da exposição ao dólar está a construtora europeia EADS, responsável pelo maior avião comercial do mundo, o Airbus A380, mas também por equipamento militar e de defesa. Por cada redução de 10 cêntimos de dólar na cotação euro-dólar os lucros por acção da construtora alemã podem subir, no melhor dos casos, 28 por cento, mas não é a única que pode ganhar. A segunda maior construtora de aviões na Europa, a Safran, é outra das que pode tirar proveito da subida do dólar face ao euro, uma vez que o JPMorgan acredita que no melhor cenário o lucro por acção pode disparar mais de 33 por cento. Outros dos nomes mais expostos ao dólar são a MTU Aero Engines, a Zodiac, a Rolls-Royce e a Meggitt.
Claro que para isso acontecer é necessário que o dólar ganhe terreno ao euro, algo que os analistas do BNP Paribas estão a prever que aconteça já no terceiro trimestre deste ano e que poderá continuar nos últimos 3 meses de 2008 até a uma taxa de câmbio de 1,45 dólares por cada euro, uma descida de 0,11 dólares no montante que é preciso dar para se obter um euro nesta altura. Nuno Alexandre Silva
 
Descolam com o dólar
Aos contrário dos consumidores, que ganham com o euro forte, as empresas aeronáuticas ganham com a fraqueza
Empresa Impacto no lucro por acção de uma redução de 0,10 no câmbio euro-dólar Bolsa
Safran 33,5% Paris
EADS 27,8% Amesterdão
MTU Aero Engines 19,6% Frankfurt
Rolls-Royce 17,5% Londres
Zodiac 15,2% Paris
Meggitt 6,5% Londres
Fonte: JPMorgan
Segunda-feira, 9 de Junho de 2008

Que acções escolher antes da subida dos juros?

Taxas sobemOs economistas não têm muitas dúvidas: o Banco Central Europeu incrementará em Julho a taxa mínima de refinanciamento em 0,25 pontos percentuais, para 4,25 por cento. Aliás, o mercado de derivados já está a contar com isso. Enquanto no início do ano os operadores desse mercado acreditavam que a Euribor a 3 meses alcançasse o valor de 4,28 por cento em Dezembro de 2008, agora os mesmo especialistas fixam a taxa em 5,46 por cento, o que representa um aumento de mais meio ponto percentual até ao final do ano.
A contar com isso, os analistas do JPMorgan apontam algumas sociedades que podem ganhar com o aumento dos juros. Os especialistas procuraram acções de empresas de sectores que ganharam nos últimos aumentos de taxas pelo BCE, que perderam mais de 20 por cento desde o topo do mercado em Julho, que registaram um aumento na recomendação média dos analistas nos últimos 3 meses e cujos rácios de avaliação recuperaram desde o fundo do mercado em Março. David Almas
 
Eleitas para ganhar
Estas são as escolhidas pelo JPMorgan para ganhar com a subida das taxas de juro da Zona Euro
Empresa Preço P/L Bolsa
Pirelli 0,5258€ 21,46 Milão
4,90€ 11,63
9,94€ 6,88
9,92€ 12,16
12,04€ 10,00
4,03€ 14,91
Electrocomponents 1,98€ 10,77 Londres
Adecco 35,33€ 8,77 Zurique
Sulzer 86,85€ 16,77 Zurique
Hays 1,25€ 8,69 Londres
ACS 35,85€ 9,12 Madrid
Davis Service Group 5,98€ 12,89 Londres
Alfa Laval 11,13€ 12,68 Estocolmo
Fonte: JPMorgan. P/L = preço ÷ lucros de 12 meses por acção. 6 de Junho de 2008

 

Domingo, 8 de Junho de 2008

Ases e duques telefónicos

Se na Europa há já mais de 460 milhões de assinantes de telemóvel num universo de 491 milhões de habitantes, em muitos países emergentes as conversas continuam a fazer-se pessoalmente. Brasil, China ou Rússia têm ainda taxas de penetração das empresas telefónicas muito abaixo das dos mercados desenvolvidos. Enquanto que em Portugal há mais de um telemóvel por pessoa na China ainda existe apenas um por cada 3 habitantes e no Brasil, há um telemóvel para cada 2 dos 191 milhões de brasileiros.
O cabaz de compras que reúne empresas de telecomunicações europeias da JPMorgan inclui alguns dos nomes com forte exposição aos mercados fora da Europa, especialmente os emergentes. A casa de investimento norte-americana destaca a espanhola Telefónica como a principal aposta e a holandesa KPN entre as empresas acessíveis aos portugueses.
A Telefónica tem beneficiado da exposição à América Latina, segundo a JPMorgan, em países como o Brasil, a Colômbia e a Argentina, mas o Leste Europeu e a posição na China reforçam ainda mais a aposta na empresa que também tem visto os seus activos na Europa valorizarem-se.
Mais a norte, a KPN deverá ter no mercado nacional o seu maior trunfo, com o controlo dos custos e o cenário macroeconómico da Holanda a jogarem a favor da empresa, mas também poderá tirar partido de mercados externos. O grupo, que se reparte em serviços telefónicos, televisivos e de internet, deverá ser bafejado pelo desempenho da E-Plus na Alemanha, uma das empresas que detém na Europa.
Se estas são 2 das apostas da JPMorgan, que não tem no baralho de compras a portuguesa Portugal Telecom, também há duques para deitar na próxima vasa. A Zon Multimédia e a Telecom Italia são as próximas cartas que deveria despachar, já que, no caso da empresa portuguesa, os analistas consideram difícil crescer no número de clientes depois da resposta forte da Portugal Telecom com o novo serviço de triple play. Nuno Alexandre Silva

Boas e más chamadas
A JP Morgan aposta forte na espanhola Telefónica e não tem na lista de compras a portuguesa Portugal Telecom
Empresa
Potencial de valorização
Bolsa
Recomendação de compra
Telefónica
34%
Madrid
KPN
28%
Amesterdão
Recomendação de venda
Zon Multimédia
1%
Lisboa
Telecom Italia
12%
Milão
Fonte: JPMorgan. Potencial de valorização face ao preço de 29 de Maio de 2008

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