Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2008

Taxas dos certificados de aforro caem em Março

Os certificados rendem menosA descida das taxas de juro é boa para a maioria das pessoas, já que vêem as prestações do crédito hipotecário a cair. Porém, o rendimento acumulado nos certificados de aforro também acompanha a queda das taxas Euribor, que servem de referência à maioria dos créditos e aos certificados de aforro.
A taxa de referência da nova série C dos certificados cairá para 3,458 por cento em Março, quando em Fevereiro tinha ficado em 3,488 por cento. A diferença pode parecer reduzida, mas numa aplicação de longo prazo (limitada a 10 anos pela legislação), o impacte pode ser significativo. Além disso, os economistas estimam que as taxas Euribor continuarão a cair nos próximos meses.
Os aforradores que ainda têm títulos das séries A e B, cujas subscrições foram suspensas, verão as taxas-base a descer de 2,603 por cento para 2,513 por cento em Março. David Almas
Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2008

Ricos “porcos”

Se ainda usa o porco de barro ou aquele esconderijo entre a cama e o colchão para guardar as pequenas poupanças que vai conseguindo fazer, está a fazer um mau negócio. Nestes “instrumentos de poupança”, o dinheiro, além de nem ganhar bolor, sofre o efeito da inflação. Sim, tal como a roupa sofre com as traças. Qualquer dia vai ao armário à procura daquela camisola que andou a poupar para uma ocasião especial e encontra uma "t-shirt".
Nos tempos que correm, combater o efeito que a inflação tem na poupança é tão importante como tomar o pequeno-almoço. Caso contrário, os efeitos de longo prazo na saúde do seu dinheiro podem ser nefastos. Basta pensar que, ao ritmo que o dinheiro está a perder valor – 2,9 por cento, nos 12 meses que terminaram em Janeiro, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística –, uma aplicação a 5 anos num porco de barro dá um prejuízo de 15 por cento.
Para evitar este efeito erosivo do dinheiro, os aforradores devem ter as poupanças aplicadas num produto financeiro que pague um rendimento superior à da taxa de inflação. A solução pode passar pelos depósitos a prazo, mas terá de ter mais de 500 euros para começar. Se não tiver, eis alguns produtos de investimento de baixo risco ideais para substituir os produtos financeiros de prateleira. Joaquim Madrinha

Mealheiros de alto rendimento
Não o vão tornar rico, mas são bem melhores que o colchões no combate à inflação. Qualquer um destes produtos permite começar com pouco mais de 100 euros
Produto Rendibilidade
12 meses
Onde contratar A saber
Certificado de aforro* 2,81% CTT Os prémios permitem derrotar a inflação em ano e meio
SGAM FMM Euro F 2,96% ActivoBank7, Banco Best Vagoroso como um relógio suíço, mas sempre a subir
Sanpaolo Obiettivo Euro Breve Termine R 3,20% Banco Best Uma segurança, mesmo em tempos de incerteza para as obrigações
Fonte: Bloomberg, IGCP. Rendibilidades líquidas de impostos. (*) Taxa de juro anual líquida de acordo com a taxa de juro bruta estipulada para Fevereiro de 2008
Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008

Não Troque de Certificados de Aforro

Só troque pela nova série C se tiver subscrito há menos de 1 anoA imprensa noticiou que a Deco – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor aconselha a vender os certificados de aforro com menos de 3 anos, trocando-os pela nova série C ou procurando alternativas junto da banca. Espere!
Assumindo as taxas-base a aplicar em Fevereiro para a nova série C (3,488 por cento) e para a série B (2,603 por cento, mais uma informação em primeira mão da Carteira), só deve ponderar trocar os certificados se tiver realizado a subscrição há menos de 1 ano. Por exemplo, um aforrador que tenha subscrito certificados em Novembro de 2006 que em Fevereiro valham 1000 euros tem 2 opções: mantém-nos e espera acumular 1417,20 euros nos próximos 10 anos (o equivalente a ganhar 3,55 por cento por ano) ou resgata-os e subscreve 1000 euros dos novos, esperando capitalizar 1415,51 euros (3,54 por cento por ano). Não há dúvidas que não deve trocar certificados subscritos antes de Fevereiro de 2007.
Mesmo os certificados de aforro comprados depois de Fevereiro de 2007 podem ser mantidos na carteira se planear guardá-los durante mais de uma década a capitalizar a uma taxa muito elevada (soma da taxa-base mais 2 por cento, o que dá em Fevereiro 4,603 por cento), já que a nova série C tem a duração máxima de 10 anos. David Almas
Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2008

Antecipe os Certificados de Aforro

Em primeiro mão: A taxa de juro bruta para novas subscrições de certificados de aforro, da série C, em Fevereiro de 2008 será fixada em 3,488 por cento, uma queda de 0,404 pontos percentuais face a Janeiro. Por isso, vá a correr aos Correios (ou ao IGCP ou ao AforroNet) antes que o mês acabe. Confirme no sítio do IGCP no dia 1 de Fevereiro. David Almas
Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2008

Certificados de Cada Vez Menor Aforro

As comunicações do governo estão cada vez mais parecidas com as dos bancos: quase toda a informação é areia para os olhos. Isso ficou evidente na comunicação do novo regime dos certificados de aforro, que lança a série C dos produtos. "A taxa de remuneração base da série C é superior à da série B modificada em quase 1 por cento e é também superior à taxa da anterior série B em 0,1 por cento", lê-se na informação disponibilizada. "O prémio de permanência máximo foi aumentado para 2,5 por cento, mas com uma graduação que lhe permite cumprir o seu papel de incentivo à poupança de longo prazo, sendo apenas atingido no final do nono ano de vida do certificado de aforro", completa. É tudo verdade, mas onde está o resto?
Os rendimentos dos novos certificados de aforro chegam a ser 15% inferioresA Carteira fez todas as contas. No início do ano, o Instituto de Gestão do Crédito Público, a entidade responsável pelos certificados de aforro, tinha anunciado uma taxa-base de 3,72 por cento. Agora, quem ainda tem títulos de série B passa a ter uma taxa-base 25 por cento mais baixa, o que dá 2,79 por cento. Os prémios continuam a ser os mesmos: uma taxa-extra de 0,25 por cento por semestre a partir do segundo até ao prémio máximo de 0,25 por cento.
Porém, quem for a partir de amanhã à procura de certificados de aforro tem de adquirir a nova série C. A taxa-base resulta de um algoritmo aplicado sobre a Euribor a 3 meses (antes era uma média ponderada sobre a Euribor a 3 meses e a Euribor a 6 meses) que dá inicialmente uma taxa-base superior. Contudo, é preciso esperar mais pelos prémios, a verdadeira razão para subscrever certificados de aforro: 0,25 por cento no segundo ano, 0,50 por cento no terceiro ano, 0,75 por cento do quarto ao sétimo ano, 1 por cento no oitavo, 1,5 por cento no novo e 2,5 por cento no décimo. Além disso, o produto vence-se no final do décimo ano, o que não acontecia antes. Ou seja, só é possível capitalizar à taxa máxima durante 1 ano.
Feitas as contas, se aplicar 1000 euros a partir de amanhã em certificados de aforro, em vez de esperar acumular 1521 euros em 10 anos tem de baixar as expectativas para 1462 euros, o que representa uma redução superior a 12 por cento das mais-valias. David Almas
Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2008

Investir É nos Correios

CTTEstá à procura de um bom banco para fazer grandes investimentos? Esqueça-os: o que está a dar é investir através dos CTT, quer seja um investidor agressivo quer seja um aforrador conservador.
Em 2007, o melhor fundo de acções europeias foi o Postal Acções, um ilustre desconhecido no mundo dos produtos colectivos: ganhou 12,61 por cento, mais que qualquer outro produto do género. (Na verdade, o Montepio Acções ganhou 13,76 por cento, mas não é comparável, porque os gestores aplicam metade do portefólio só em acções nacionais.) O Postal Acções, gerido pelos especialistas da Caixa Geral de Depósitos, é inclusivamente melhor que o Caixagest Acções Europa (que rendeu 6,05 por cento em 2007), vendido aos balcões do banco estatal. O desempenho do fundo dos Correios não é de agora: o produto ganhou 148 por cento entre 2002 e 2007, mais que qualquer outro produto de acções europeias (agora incluindo o Montepio Acções).
Se é conservador, não deixe de comprar certificados de aforro: renderam mais de 2,5 por cento em 2007, quando os fundos nacionais de obrigações ficaram-se pelos 0,38 por cento, em média. E, graças aos prémios de permanência, se comprar agora um certificado pode esperar ganhar cerca de 3,90 por cento líquidos de impostos por cada um dos próximos 5 anos, se a taxa-base se mantiver perto do nível actual e se o governo não decidir mudar as regras de cálculo.
Phone-ix! Investir é nos Correios! David Almas

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