Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008

É Óbvio Que as Acções São Para o Longo Prazo

Djovarius diz, no Caldeirão de Bolsa, que ler o blogue da Carteira "foi o regresso ao ano 2000". Será que ele percebe a razão para a Carteira recomendar o investimento no mercado accionista quando os índices estão em queda livre? Surpreenda-se: o ano 2000 não foi assim tão mau para quem investiu em acções – desde que tenha seguido uma estratégia racional.
Se tivesse investido 250€ por trimestre desde Julho de 1992 no BPI Europa Valor teria ganho 6,72% por anoPara que fique claro é preciso um exemplo prático: o BPI Europa Valor. É um bom exemplo por 2 razões: é antigo e as cotações históricas são públicas, logo qualquer pessoa pode fazer as contas seguintes. Apesar da bolha da Nova Economia, do 11 de Setembro e de todos os mini-crashes, sabe quanto teria acumulado se tivesse investido cerca de 250 euros por trimestre desde Julho de 1992? Mais de 27 200 euros. Isto é, teria ganho 6,72 por cento por ano! Mesmo que tivesse começado no auge da bolha, no início de 2000, teria agora quase 9500 euros, o que representa um ganho anual de 3,43 por cento. Note que estes desempenhos já são líquidos de impostos e de todos os encargos a pagar à sociedade gestora.
Obviamente que os resultados dependem do fundo escolhido. Se tivesse optado pelo BPI Europa Crescimento em 1992 teria alcançado uma rendibilidade anual de 4,26 por cento por ano, seguindo a mesma estratégia de investimento trimestral, o que, mesmo assim, não é mau de todo. Apesar disso, o BPI Europa Crescimento é agora a escolha da Carteira para investimentos no mercado accionista europeu (como poderá ver na edição de Fevereiro, que irá para as bancas no dia 30).
É por isto que, se quiser apostar em acções, faça-o progressivamente e a pensar no longo prazo: 5 anos é simpático, 10 anos é bom, mas mais é melhor. E, se quiser ir pela via dos fundos, escolha um que tenha comissões baixas. David Almas
Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2008

Verdadeiros "Crashes"

Quem investe nos mercados accionistas devia estar habituado a sustos, grandes ou pequenos e mais ou menos longos. Contudo, assim como muitas vezes uma constipação pode empurrar a bolsa para a cama por vários meses, também há resfriados que passam ao fim de poucas horas. O que se passa agora nos mercados nem se aproxima a um crash.

Tulipas (Foto: JC Rojas)Tulipas, Holanda
1634-1637
Queda: 90%
Com a diminuição do número de tulipas, os holandeses acorreram em massa a comprar e a investir numa flor que chegou a valer 65 mil euros, a preços de hoje. Depois de uma ligeira correcção veio a queda de mais de 90 por cento do preço que mergulhou o país na recessão.

Pormenor do quadro "Bolha do Mar da China", de Edward Matthew WardCompanhia do Mar do Sul, Inglaterra
1711-1720
Queda: 100%
Quando a Companhia do Mar do Sul assumiu toda a dívida pública do Estado inglês deu aos accionistas um imagem de confiança que fez disparar as acções das 100 para as 1000 libras. O apetite era tão forte que nem o célebre físico Isaac Newton ficou de fora da euforia. Na mesma altura iam surgindo empresas com negócios bizarros como comércio de cabelo ou extracção de luz solar a partir de pepinos que aumentavam a bolha. Quando os directores venderam as suas participações conscientes da sobrevalorização do preço, a maioria não se conseguiu salvar.

Chip (Foto: $arah Murray)Dotcom, Planeta Terra
2000-2002
Queda: 70%
Foram 3 anos a engordar uma bolha de empresas tecnológicas que floresciam como cogumelos aproveitando a onda da chamada “Nova Economia". Em apenas 4 anos o Nasdaq (que agrega as empresas tecnológicas) cresceu dos 600 para os 5000 pontos. Enquanto os astutos investidores iam saindo do comboio a tempo, os últimos ficaram para ver rebentar a bolha. Nuno Alexandre Silva

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