Quinta-feira, 15 de Maio de 2008

Risco vira-casacas

Allan Conway, gestor da Schroders“Pela primeira vez na história, os fundamentais económicos dos mercados emergentes são mais fortes do que os desenvolvidos, logo, o investimento é mais seguro”, revela Allan Conway, guru dos mercados emergentes da Schroders (na fotografia), numa passagem por Lisboa. O responsável acrescenta que, “antes, falar nos emergentes era sinónimo de risco, mas hoje é ao contrário: o prémio de risco está em tirar dinheiro dos emergentes para investir nos EUA”.
A furiosa crise do subprime que rebentou em 2007 na hiperpotência mundial e cujos efeitos ainda se fazem sentir é a grande culpada por esta alteração histórica. Porém, como afirma Allan Conway, “não é de forma alguma uma crise dos emergentes”. Ficam alguns indicadores que confirmam a teoria: os baixos níveis de dívida, o forte aumento do valor contabilístico, os melhores níveis de poupança e as rápidas taxas de crescimento. Por isto, o gestor afirma sem hesitar que, “actualmente, os emergentes é que são as economias fortes”. Ainda por cima, o próprio crescimento dos emergentes mudou de rosto, já que antes estava muito dependente das exportações para os EUA e a União Europeia e, quando havia uma crise nos desenvolvidos, todos corriam a vender as acções dos emergentes. Agora, a lógica é outra: o crescimento mais rápido e consistente dos emergentes face aos desenvolvidos, que “deve continuar durante os próximos 10 anos”, como prevê Conway, fez com que o risco fizesse as malas e mudasse de armas e bagagens para o outro lado da fronteira. O perito explica que, no ano passado, “60 por cento do crescimento mundial foi emergente e que, em 2008, o peso deverá subir para os 70 por cento”.
Mas há mais, já que também pela primeira vez o comércio entre os emergentes é mais importante do que com os desenvolvidos e, mais do que as exportações, os emergentes estão a beneficiar do elevado aumento da procura doméstica. “Há cada vez mais gente e mais rica, puxando mais pelo consumo e pela procura interna”, sintetiza o especialista. O mesmo que antevê “um forte rally das acções dos emergentes no segundo semestre do ano" (provavelmente no quarto trimestre), admitindo que com a retoma da confiança “os emergentes vão aparecer muito fortes”. Alguém quer ver o portefólio a emergir? Diogo Nunes
 
Duas emergências de carteirista
Das numerosas opções disponíveis em Portugal para acompanhar os retornos emergentes, a Carteira seleccionou 2 produtos
Fundos
Rendibilidade anual
Onde comprar
1 ano
5 anos
Fidelity Emerging Markets E
6,33% 
 23,23%
JP Morgan Emerging Markets Equity D
 3,24%
23,34%
Fonte: Bloomberg. Rendibilidade em euros líquida de impostos. 14 de Maio de 2008
Quarta-feira, 7 de Maio de 2008

Um oásis de ganhos no meio do "subprime"

No meio da imensa crise financeira que tem arrastado as principais praças mundiais para terreno negativo nos últimos meses, há um activo financeiro que tem sabido contornar as armadilhas do subprime. Enquanto a banca mundial tem apresentado constantemente prejuízos avultados e feito sucessivas reavaliações em baixa dos seus negócios, as obrigações dos mercados emergentes têm-se revelado num verdadeiro oásis no meio desta tempestade. Em 2007, quando os principais índices accionistas estavam a ressacar da crise financeira, os fundos de obrigações de mercados emergentes renderam 5,4 por cento, e nos últimos 12 meses, geraram ganhos de 3,65 por cento para os bolsos dos investidores.
A razão deste sucesso prende-se com a fraca exposição destas obrigações ao crédito hipotecário de alto risco. Segundo os especialistas da Morningstar, nem mesmo com a mais que provável entrada em recessão da maior economia do mundo, as boas rendibilidades desta classe de activos deverão ser ameaçadas, já que a maior parte destas obrigações está ligada a empresas de países que têm beneficiado com a escalada do preço do petróleo, como o Brasil, o México e a Rússia. Porém, é preciso alguma moderação dos investidores na hora de investirem as suas poupanças nestes activos. A história recente, como foi a crise financeira da Argentina em 2001, revela que o risco destas economias colapsarem continua a ser grande e, por isso, devem estar preparados para alguma adrenalina. Se pretende aproveitar os ganhos estáveis desta classe de activos, vá pela porta de um destes fundos de investimento. Luís Leitão

Seguir a tranquilidade dos emergentes
Depois dos tradicionais rallys de ganhos e perdas do passado, estes fundos de obrigações de mercados emergentes oferecem hoje ganhos tranquilos
Fundos Rendibilidade 12 meses Risco Onde comprar
American Express Local Currency Emerging Market Income DE 5,40% Baixo Banco Big
American Express Emerging Markets Low Duration Portfolio DEH 1,27% Médio baixo Banco Best, Banco Big
Credit Suisse BF Emerging Europe B -1,45% Médio Activobank7, Banco Best
Fonte: Bloomberg, entidades comercializadoras
Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

Ganhos chorudos na vizinhança dos BRIC

Nem tudo corre mal nos mercados financeiros. Se por um lado a crise financeira que rebentou nos EUA no Verão de 2007 arrastou os principais índices norte-americanos e europeus para níveis negativos, muitos outros mercados conseguiram contornar com sucesso os atritos do subprime. Foi o caso dos mercados vizinhos das economias emergentes que puxados pelos boom económico dos BRIC têm cativado a atenção dos investidores internacionais com elevadas taxas de rendibilidade. "Os economistas perspectivam que, em média, os mercados emergentes venham a registar uma taxa de crescimento saudável de 6 por cento em 2008 e, em alguns países como a China, o Vietname e a Índia, deverão crescer a uma taxa superior a 8 por cento", revela Alka Banarjee da agência de notação financeira Standard & Poor’s.
A percepção que se tinha dos mercados fronteiriços está a mudar. Outrora eram vistos como investimentos arriscados e exóticos; actualmente são identificados como activos obrigatórios num portefólio. Muitos investidores começam agora a posicionarem-se mais notoriamente para não deixarem fugir esta oportunidade. Segundo um relatório da Standard & Poor’s, a exposição aos mercados emergentes dos portefólios de muitos investidores passou dos anteriores 5 por cento para uns robustos 10 a 12 por cento. A dar ênfase a esse optimismo está a rendibilidade anualizada de 34,80 por cento registada nos últimos 5 anos pelo índice S&P/IFCG Frontier, que agrega empresas de países como Botswana, Quénia, Nigéria, Bangladesh, Cazaquistão, Vietname, Croácia, Roménia, Eslovénia e países do Golfe Pérsico. Mas antes de entrar em euforia, respire fundo: prudência é a palavra-chave para investir nestes mercados. Grande parte destes países vive ainda num ambiente político bastante instável e tem uma economia que faz lembrar uma casa de palha. Por isso, para que o seu protefólio não descambe ao mínimo sopro dos ventos orientais, coloque até 5 por cento da sua carteira num destes fundos de acções que investem em empresas de mercados emergente. Luís Leitão

Ganhos na fronteira
Fundos Rendibilidade
5 anos
Onde comprar
Espírito Santo Mercados Emergentes 23,96% ActivoBank7, Banco Best, BES
JPMorgan Emerging Markets Equity D 20,55% ActivoBank7, Banco Best, Deutshche Bank, Millennium bcp
Fidelity Emerging Markets E 20,16% ActivoBank7, Banco Best, Banco Big
Fonte: Bloomberg. Rendibilidades anuais líquidas em euros. 18 de Abril de 2008.

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