Segunda-feira, 16 de Junho de 2008

6 dicas para poupar tempo e dinheiro

A internet é um mundo recheado de informação. À distância de um clique rapidamente se consegue saber o que se passa do outro lado do mundo. Hoje, a dificuldade não é encontrar informação mas sim boa informação.
Porque no poupar é que está o ganho, a Carteira foi à procura de alguns sítios que o ajudarão a desanuviar o orçamento familiar, para que no final do mês não tenha mais que voltar a enfrentar uma nova situação de desenrasque.
Enquanto o Carteira.pt não está no ar, o blogue da sua revista de finanças pessoais é um bom ponto de partida para poupar e ganhar dinheiro. Como complemento, estes são alguns dos sítios na web que poderá recorrer para  conseguir poupar na água, na luz, no combustível e na conta do telefone. Luís Leitão
  
GadgetsElectrónica e electrodomésticos
Da próxima vez que tiver de comprar um novo frigorífico, um microondas, uma televisão, um computador ou o novo gadget da moda já não precisa de perder tempo a correr de porta-em-porta pelas lojas da sua zona ou por vários sítios à procura do preço mais baixo. Através de um clique, o Kuantokusta e o Izideal fazem esse trabalho por si. Basta escrever o que procura e em segundos fica a saber qual a loja que está a praticar o preço mais económico. É lógico que ambos os sítios não têm todas as lojas do país, mas apresentam uma grande variedade. Encare a sua consulta como um princípio para a próxima compra de aparelhos electrónicos e electrodomésticos.
 
Posto de abastecimento. Foto: André di LuccaCombustíveis
A subida do preço do barril de petróleo nos mercados internacionais tem levado por arrasto os preços da gasolina e do gasóleo. Se os consumidores pouco podem fazer para baixar o preço dos combustíveis, o Mais Gasolina ajuda a poupar alguns euros na hora de encher o depósito, identificando qual a gasolineira da sua zona que está a praticar o preço por litro mais em conta. Por exemplo, no município de Lisboa, o posto de abastatecimento da Esso na Quinta das Palmeiras é o que está a praticar o preço mais em conta da gasolina sem chumbo 95, 1,439 euros por litro, mas para os automobilistas lisboetas que conduzem veículos a diesel, a escolha mais económica recairá sobre o posto do Jumbo de Alfragide: 1,324 euros por litro de gasóleo. No caso do Porto, é a gasolineira da Cepsa de Valongo que comercializa a gasolina sem chumbo 95 ao mais baixo preço, 1,419 euros, e o posto da Feira Nova de Guilhufe o que vende o litro de gasóleo mais económico: 1,310 euros.
 
On/Off. Foto: Andrew HuffEnergia
Poupar nos recursos não ajuda apenas o ambiente. Ajuda também a sua carteira.  Por exemplo, se instalar redutores do fluxo da água nas torneiras da sua casa, está ao mesmo tempo a reduzir a quantidade de água gasta como ainda poupa, em média, 15 euros por ano. Também na electricidade, com uma simples substituição de 5 lâmpadas normais por 5 lâmpadas fluorescentes consegue poupar, em média, 50 euros por ano e evitar a emissão de 200 quilogramas de CO2. Estas e outras dicas que o ajudarão a poupar uns euros na factura doméstica estão presentes no Portal do Cidadão e no Guia da Poupança da EDP. Para conseguir uma verdadeira poupança energética não deixe também de ir até ao sítio EuroTopten para consultar os electrodomésticos e os automóveis mais eficientes no mercado.
 
Telefone. Foto: cowfishTelefone
O telemóvel passou a ser um bem quase essencial no dia-a-dia da maioria dos portugueses. Segundo os dados da Anacom, a taxa de penetração dos cartões pré-pagos em Portugal, que representam cerca de 75 por cento do total de assinantes, ascendia a 129 por 100 habitantes no final do primeiro trimestre de 2008. Em relação aos gastos mensais, a Marktest revela que cada português gasta, em média, 25 euros com telemóvel. Para ajudar os consumidores a reduzirem a factura telefónica a Anacom lançou uma ferramenta que permite consultar e comparar os tarifários que estão em vigor, a nível nacional, para as chamadas de voz, mensagens escritas (SMS) e mensagens multimédia (MMS). Para quem prefira utilizar a rede fixa, a solução poderá passar por um serviço que utilize a teconologia voip, como o Skype, que apresentam, de forma geral, tarifários mais económicos que a maioria dos servidores nacionais para a rede fixa.
 
 
Livros. Foto: FaeryanCultura
Já não há desculpa para se poupar na cultura. Sobretudo em livros e em música. Facilmente se descarrega um álbum por 10 euros através da loja do iTunes e da Amazon.com dos seus artistas predilectos. Outra possibilidade é recorrer a uma rede peer-to-peer de músicas com licenças livres através da plataforma Jamendo. Na literatura também já não há desculpas para deixar de ler um bom livro. Através da oferta cada vez maior de livros gratuitos em formato de pdf disponibilizada pelo Google Book Search torna-se quase impossível não ler, pelo menos, alguma das grandes obras portuguesas como "Os Lusíadas", de Luís de Camões, a "Mensagem", de Fernando Pessoa ou a "Cidade e as Serras", de Eça de Queiroz. Os jornais também já disponibilizam grande parte dos seus conteúdos na internet de forma gratuita. No caso dos semanários "Sol" e "Expresso" é possível aceder integralmente às suas edições a partir de segunda-feira, no caso do "Sol", e de terça-feira, no caso do "Expresso". 
 
Férias. Foto: m o d eFérias
Para os mais distraídos, que voltaram a deixar tudo para a última, ainda vão a tempo de encontrarem boas oportunidades para uma férias relaxantes e ao mesmo tempo económicas. Na dormida para os viajantes mais aventureiros que não dispensam uma boa caminhada e carregar uma mochila às costas, não há problema, o Hostelworld é um sítio obrigatório, com estadias pelos 4 cantos do mundo desde 10 euros por noite. Para quem prefere arrendar uma casa, o  Rent-Holiday-Homes é uma alternativa às agências de viagens, oferecendo uma extensa lista de casas para arrendar, em Portugal e no estrangeiro, a preços convidativos. Para quem esteja a planear umas férias que começam num avião, uma pesquisa no Flycheapo e no Terminal A à procura do voo mais económico é indispensável. No Terminal A ainda  pode procurar pelo pacote de férias completo: voo, estadia e o aluguer do automóvel ao preço mais baixo.
Sexta-feira, 9 de Maio de 2008

Carro a gasóleo já não compensa

Gasolina pouco mais cara do que o gasóleoApesar de serem cada vez mais eficientes, os veículos alimentados a gasóleo estão cada vez menos económicos para os proprietários devido à diminuição do diferencial de preços entre gasolina e gasóleo. Mesmo sendo mais caros que os carros a gasolina, o bom-senso diz que o que se gasta a mais no stand poupa-se na estação de serviço. No entanto, já não é bem assim. Dada a convergência do preço do gasóleo para o preço da gasolina, o dogma está prestes a quebrar-se. Basta interiorizar que, nos últimos 5 anos, o diferencial de preços entre gasolina e gasóleo passou de 34 para 9 por cento.
À primeira vista, entre um Renault Mégane II 1.5 dCI, que gasta 4,5 litros de gasóleo por cada 100 quilómetros percorridos, e o mesmo modelo com motor 1.4 alimentado a gasolina, que gasta 6,9 litros ao percorrer a mesma distância, a escolha recairia sobre o primeiro, argumentando-se pela economia de combustível. No entanto, devido à diferença nos preços dos veículos e à actual diferença nos preços dos combustíveis, não é bem assim. Ao optar pelo carro a gasolina, cada 100 quilómetros percorridos custarão mais 3,37 euros que no carro a diesel. No entanto, como o proprietário do veículo a gasolina poupou 3850 euros no stand face ao proprietário do carro a diesel, este terá de fazer 114,5 mil quilómetros para que o menor preço do combustível e a eficiência do motor a gasóleo se transformem em economia. Por isso, da próxima vez que comprar um carro faça bem as contas aos quilómetros que anda. Se não esperar fazer mais de 100 mil ao longo da vida do carro, a gasolina é a opção mais barata – e não é só no stand. Joaquim Madrinha
Quarta-feira, 7 de Maio de 2008

Deixe a gasolina na bomba

O rendimento de 1 português dá para comprar 66 barris por ano, enquanto um dinamarquês pode comprar 213Se está a ler este blogue depois de chegar ao trabalho de carro, já deve ter gasto hoje uma fatia do seu salário com o pequeno-almoço do automóvel. Se multiplicar o consumo do seu carro pelos preços que vigoravam nos inevitáveis postos de combustível, verá que, no espaço de um ano, o seu carro passou a beber bebidas mais caras. Fazendo as contas ao carro mais vendido no primeiro trimestre do ano, o Seat Ibiza 1.2, que consome 7,9 litros de gasolina por 100 quilómetros, em circuito urbano, e tomando como exemplo uma pessoa que faça 30 quilómetros por dia ao volante do seu amigo-inimigo de 4 rodas, no final do mês gasta cerca de 100 euros.
Se é um dos que paga a sexta gasolina mais cara da União Europeia, que despende o mesmo por um litro de gasolina do que um cidadão dinamarquês que recebe em média 3 vezes mais do que um português, está na altura de aliviar o fardo dos combustíveis. Aqui ficam 4 dicas para empurrar os 100 euros para baixo.

 1. Verifique a pressão dos pneus: Pneus mal calibrados podem aumentar o consumo do seu carro. Utilize o manual da marca que deverá andar no porta-luvas e deixe os pneus arrefecer para não influenciar a pressão correcta.
2. Limpe o filtro de ar: Limpar regularmente o filtro por onde passa o ar para o motor pode aumentar o desempenho do carro. Se a luz do Sol já não consegue trespassá-lo está na altura de mudar.
3. Aproveite o ar puro: Desligue o ar condicionado e deixe que o ar natural o arrefeça no Verão. Vai poupar o motor ao esforço e usar menos combustível.
4. Não seja nervoso: Estar sempre a acelerar e a abrandar bruscamente no trânsito não vai ajudá-lo a poupar na gasolina ou no gasóleo. Nas filas de trânsito deixe o carro deslizar suavemente, mesmo que possa pensar que faz má figura no palco que é a estrada.
5. Pense seriamente nos transportes públicos: É difícil deixar o carro em casa depois de ganhar o hábito de conduzir diariamente, mas informe-se dos autocarros e das estações de metropolitano que o podem ajudar a chegar ao trabalho sem dar de comida ao carro todas as manhãs. Nuno Alexandre Silva
Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2008

Renováveis fora de horas

Painel solar. Foto: absentmindedprofAinda não é hoje que vai poder fazer o registo para produzir energia e passar a vender aos outros, o conceito apelidado “renováveis na hora”. Quando se previa que o arranque fosse dado hoje, às 12 horas, o aviso que agora está na página da Direcção-Geral de Energia e Geologia indica que será apenas no final do mês de Março que os consumidores vão poder começar a produzir energia, solar ou eólica. Se já comprou o equipamento ou está a pensar investir cerca de 18 mil euros num painel fotovoltaico – excluindo IVA a 12 por cento e despesas de deslocação – que aproveite as quase 3000 horas solares anuais em Portugal, terá de esperar que o Ministério da Economia consiga pôr em marcha o novo Sistema de Registo de Microprodução. Dionísio Henriques, responsável de energias renováveis da empresa instaladora dos equipamentos solares Moreme, afirma que “só quem não conhece a Direcção-Geral é que não estava à espera” deste cenário.
Quem quiser tirar partido do Sol vai ter que pagar uma taxa de 250 euros pelo registo que será feito através de um formulário electrónico no sítio da DGEG, possuindo depois 120 dias para instalar o painel solar e conseguir que lhe seja concedido um certificado de exploração.
Terá a possibilidade de produzir electricidade à tarifa fixada pelo governo para os próximos 5 anos, 650 euros por megawatt-hora, o que pode significar uma receita anual na ordem dos 3500 euros, ainda que a tarifa vá diminuindo conforme vá aumentando a produção. No final de 5 anos, quando já poderá ter quase 17 mil euros, o governo reverá a tarifa de energia eléctrica e a tendência será para reduzir o preço que os produtores recebem. Contudo, neste cenário, o investimento inicial deverá estar coberto no sétimo ano e, até 2023, ano em que terminaria o regime bonificado, o novo produtor-consumidor poderá ter bons resultados durante 8 anos. Além disso, tem a possibilidade de uma dedução no IRS até 777 euros do valor do painel solar. Nuno Alexandre Silva

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