Quinta-feira, 5 de Junho de 2008

Guerra de sexos na bolsa

Investir nem sempre é uma tarefa fácil. Contornar os obstáculos e não cair nas armadilhas que os mercados colocam ao virar da esquina por vezes revela-se numa tarefa minuciosa. Para evitar espalhar-se ao comprido, muitos investidores recorrem a modelos matemáticos complexos que os ajudem a tomar a decisão mais acertada, outros apenas seguem a manada e outros ainda usam o feeling para tomar posições. A verdade é que todas estas estratégias funcionam até que os resultados produzidos sejam positivos, mas quando as coisas correm mal, todas elas vão directamente para o caixote do lixo e a dúvida continua a persistir. O mesmo acontece com o género dos investidores: serão os homens melhores do que as mulheres no que toca a ganhar dinheiro na bolsa ou serão as mulheres o sexo forte no mundo dos mercados? Fora machismos e feminismos a resposta não é fácil e talvez não se venha sequer a encontrar uma solução completamente certa. Porém, recentes estudos indicam que as mulheres são menos vítimas de esquemas de investimentos fraudulentos que os homens. É o exemplo Understanding the Social Impact of Fraud, desenvolvido pela Canadian Securities Administrators, que concluíu que, em 2007, cerca de 36 por cento das mulheres declararam que chegaram a ser influenciadas para cometerem investimentos fraudulentos, enquanto do lado masculino essa percentagem subiu para 46 por cento. Segundo os profissionais da CSA, isso deve-se a claras diferenças nas atitudes e nos comportamentos entre homens e mulheres.
Recentemente, também a British Columbia Securities Commission aprofundou esta questão e descobriu que, no que respeita a fraudes, certas atitudes de investimento colocam as mulheres menos expostas a esse risco que os homens. "Em geral, as mulheres são investidores mais avessos ao risco e acreditam menos que investir é um jogo e, por isso, tendem a colocar o seu dinheiro na mão de profissionais", comenta Patricia Bowles, directora do BCSC. No entanto, o estudo revela ainda que as mulheres são menos confiantes que os homens na hora de procurar informação acerca de investimentos e muitas vezes replicam por inteiro as recomendações dos conselheiros financeiros. Por essa razão, quer os homens quer as mulheres devem começar por reunirem a máxima informação que conseguirem para que na hora de tomarem uma decisão de investimento, sobretudo de produtos mais arriscados, essa decisão não vire um tormento! Luís Leitão
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Sexta-feira, 18 de Abril de 2008

Ladrões de algibeira

Da próxima vez que utilizar o seu cartão de crédito para pagar o bilhete de avião pela internet ou o jantar num restaurante, certifique-se que o faz com toda a segurança. Sobretudo se for homem e estiver na casa dos quarenta. É que segundo um estudo desenvolvido pela Cifas, uma organização britânica que presta serviços na prevenção de fraudes, os homens "quarentões" são os alvos preferidos dos burlões. No caso das fraudes bancárias, o estudo mostra que são os homens de 47 anos e as mulheres de 46 quem mais tem sofrido com a curiosidade do "amigo do alheio".
Como mais vale prevenir que remediar, é aconselhável que sempre que puxar da carteira, tome algumas medidas de segurança: nunca passe os seus dados pessoais pelo telefone, correio electrónico e nem os revele em questionários de rua; sempre que for levantar dinheiro no Multibanco, certifique-se que não está a ser observado; evite aceder à sua conta bancária online ou fazer compras pela internet quando está a utilizar redes públicas de wi-fi ou computadores que não o seu; e controle com regularidade o seu extracto bancário.
Para prevenir danos nos bolsos dos consumidores cibernautas, a Associação do Comércio Electrónico de Portugal aconselha que, sempre que possível, pague as suas compras pela internet utilizando o serviço MBNet. Além deste sistema de pagamento, o utilizador deve certificar que o sítio a que está a aceder, na altura de introduzir os seus dados pessoais e financeiros, começa por "https" em vez do comum "http". Desta forma terá a garantia que toda a informação enviada está codificada, evitando que os dados do cartão de crédito e do utilizador possam ser interceptados por intrusos. Luís Leitão

5 dicas para comprar na net
Antes de passar os seus dados pessoais e financeiros, certifique-se que não o espiar
1. Compare, informe-se e compre em lojas conhecidas ou que lhe tenham sido recomendadas por alguém da sua confiança.
2. Não faculte a ninguém o nome de utilizador nem a contra-senha e não forneça qualquer informação via correio electrónico.
3. Antes de fornecer os seus dados pessoais e financeiros certifique-se que a ligação está a ser feita de forma segura.
4. Utilize o serviço MBnet ou o PayPal para o pagamento das suas compras
5. Imprima e guarde todas as informações de compra. Poderão ser úteis caso surja algum problema.
Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2008

Infractores à Portuguesa

Na cabeça dos "chico-espertos" as regras foram feitas para serem quebradas e não para serem cumpridas. No mundo do mercado de capitais, parece que esta realidade começa a ganhar vários adeptos. O caso da fraude do corretor da Société Générale que provocou perdas de milhares de milhões de euros é mais um exemplo, mas em Portugal também os há.
Só nos últimos 2 anos, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários aplicou sanções no valor de 3,235 milhões de euros a 17 contra-ordenações muito graves e a crimes contra o mercado. Das maiores multas aplicadas pela CMVM a empresas portuguesas, conta-se os 550 mil euros pagos pela EDP a factos ocorridos em 2004 referentes à difusão de informação sobre a aquisição da Hidroeléctrica del Cantábrico e a uma coima de 300 mil euros cobrados ao Banco Millennium BCP Investimento por falta de integridade, transparência e equidade do mercado. Além das empresas, também alguns particulares decidiram "pular a cerca". Foi o caso de Miguel Pais do Amaral, ex-presidente da Media Capital, que, a 15 de Novembro de 2007, viu aplicada uma coima pelo valor de 75 mil euros por violação do dever de segredo sobre a preparação da oferta pública de aquisição da Prisa sobre a Media Capital. Todavia, o puxão de orelhas da CMVM acabou por ser mais brando, após o órgão de regulamentação do mercado de capitais português ter reduzido a coima do agora presidente da Texto Editores em 50 mil euros. Luís Leitão

Puxões de Orelhas
Das 6 coimas aplicadas pela CMVM em 2007, que ascenderam aos 850 mil de euros, apenas o Millennium BCP Investimento não requereu a impugnação judicial da decisão
Alvo Tipo de ilícito Coima
Millennium BCP Investimento Integridade, transparência e equidade do mercado 300 000€
Finanser Intermediação financeira não autorizada e deveres dos intermediários financeiros 200 000€
Crédito Agrícola Dealer Deveres dos intermediários financeiros 100 000€
BPN Imofundos Integridade, transparência e equidade do mercado; supervisão dos organismos de investimento colectivo 100 000€
Miguel Pais do Amaral Difusão de informação 75 000€
BES Investimento Difusão de informação 75 000€

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