Sexta-feira, 23 de Maio de 2008

Ganhar ou perder não é o desporto delas

Marcas desportivas. Foto: yousoundhollowNão é só a vitória desportiva que está em causa numa final da Liga dos Campeões como foi a disputa entre Manchester United e Chelsea FC. Os dois clubes ingleses cobiçaram o prestígio e os 7 milhões de euros de prémio final, mas as duas marcas que vestem os 11 jogadores de cada lado também entraram em campo. De um lado, a norte-americana Nike, que equipa Cristiano Ronaldo, Nani e os restantes red devils e do outro, a concorrente germânica Adidas, que dá o azul aos antigos jogadores de José Mourinho.
No Europeu de futebol, que começa no próximo dia 7 de Junho, vão estar de novo as duas marcas em contenda, mas agora contam com outro nome de peso nos equipamentos desportivos, a Puma, criada por um irmão do fundador da Adidas, Adi Dassler.
Se em campo as camisolas vestem os jogadores qual é a camisola que deve vestir na bolsa? Para os analistas, as 3 marcas são bons investimentos para amealhar alguns ganhos.
A Adidas que é a fabricante da bola oficial do Campeonato Europeu de Futebol na Áustria e na Suíça e que patrocina a selecção campeã em título, a Grécia, mantém a estimativa de lucros-recorde de vendas durante este ano, tendo já os resultados do primeiro trimestre ficado acima das estimativas dos analistas. As cinco selecções que vão entrar em campo com a marca germânica, que é líder europeia em produtos desportivos, são apenas o começo do festival de exibição da marca que se prolongará aos Jogos Olímpicos de Pequim.
A Puma, que patrocina o clube russo que ganhou a taça UEFA, o Zenit de São Petersburgo, divulgou quebras nos lucros no primeiro trimestre resultante do forte investimento em marketing para os dois acontecimentos desportivos que vão marcar 2008, mas continuam a prever uma subida das vendas. No Europeu de futebol, a empresa que tem um potencial de valorização dos títulos em bolsa de 6,5 por cento faz-se representar pela detentora do título mundial, a Itália, e por mais 4 equipas, entre elas as duas anfitriãs, Áustria e Suíça.
Em campo estará também o maior fabricante do mundo de equipamento desportivo, a norte-americana Nike, que atingiu no primeiro trimestre do ano um valor de receitas 11 por cento acima do valor registado no ano anterior. A forte aposta na Índia e na China, dois mercados em ascensão no consumo de material desportivo, podem ajudar os títulos da marca que tem nas suas fileiras a selecção de Portugal e o jogador na calha para ganhar o prémio de melhor do ano, Cristiano Ronaldo. Nuno Alexandre Silva

Vista uma camisola
A montra do Europeu de futebol pode dar maior visibilidade às marcas que já dominam o panorama desportivo
Empresa Potencial de valorização Bolsa Equipas que veste no Euro 2008
Adidas 11,09% Frankfurt Alemanha, Espanha, França, Grécia e Roménia
Nike 9,83% Nova Iorque Croácia, Holanda, Portugal, Rússia e Turquia
Puma 6,54% Frankfurt Áustria, Itália, Polónia, República Checa e Suíça
Fonte: Bloomberg. Potencial de valorização calculado com os preços de 22 de Maio
Sábado, 3 de Maio de 2008

Estadia de borla durante o Euro 2008

Euro 2008. Foto: GerejSe é um dos felizardos que conseguiu um bilhete para assistir à selecção nacional no próximo europeu de futebol na Suíça e na Áustria, talvez lhe interesse saber como pode poupar uns trocados na estadia. É que segundo um estudo da Mercer Human Resource Consulting, Genebra, onde Portugal jogará os 2 primeiros encontros, está entre as 10 cidades mais caras do mundo. Para o conseguir apenas precisa de um computador com ligação à internet. Depois, apenas tem de ir até Sleep-in e escolher entre as mais de 1700 camas que vários suíços e austríacos oferecem aos fãs do futebol por um preço, pasme-se, de zero euros! Leu bem: zero euros é quanto lhe poderá custar as dormidas durante o período do torneio de futebol de 7 a 29 de Junho. Mas para isso, convém apressar-se. Se as ofertas são mais que muitas, também a procura é deveras imensa.
Por exemplo, se tiver bilhetes apenas para os 2 primeiros jogos da equipa de Cristiano Ronaldo e companhia pode encontrar um quarto com 2 camas, casa de banho, virado para um lago e mesmo no centro da cidade de Genebra por zero euros diários. Apenas precisa de contactar Mark Schumacher. Para o terceiro jogo, contra a Suíça, terá de se deslocar até Basileia. Se tudo correr pelo melhor à equipa das quinas, com Portugal a ficar no primeiro lugar do grupo A, será nesta cidade suíça que Scolari e os seus pupilos ficarão até à meia-final. Neste caso, poderá contactar Nicolas Born e hospedar-se com mais um amigo no seu apartamento, gratuitamente, de 15 a 25 de Junho. Para a coroação da selecção nacional no estádio Ernst Happel – assim o esperamos – terá de viajar até Viena. Na capital austríaca Harvey Smith poderá ajudá-lo. Este austríaco colocou o seu apartamento à disposição de 4 fãs de futebol sem qualquer encargo.
Se ainda for como a maioria dos portugueses e deixou tudo para a última da hora, dê uma espreitadela no Sleep-In e divirta-se durante o Euro 2008 sem ter de chegar ao final do campeonato europeu de futebol de bolsos vazios. Luís Leitão
Sábado, 22 de Março de 2008

Ganhe enquanto os outros vêem a bola

3 exclusivos: BSkyB, Mediaset e VivendiSão 19h45 de uma quarta-feira de 2009. No campo de futebol, 2 equipas estão preparadas para iniciar a final da Liga dos Campeões e, por todo o Reino Unido, há televisões sintonizadas na SkySports. Quem pode ganhar antes dos 90 minutos? A British Sky Broadcasting Group, conhecida por BSkyB.
Os accionistas do grupo liderado  pelo multimilionário australiano Rupert Murdoch vão vibrar com cada golo, mas também com cada televisão, telemóvel ou computador sintonizado naquele canal, que recentemente adquiriu a maior parte dos direitos televisivos da Liga dos Campeões, a maior prova europeia de equipas. Os 305 milhões de euros investidos permitirão um exclusivo da prova entre os anos 2009 e 2012, ao que se juntam aos direitos por 3 anos da Premier League, a principal divisão de clubes inglesa.
A BSkyB não é a única a investir nos exclusivos de futebol. Em França, o grupo Vivendi tem o exclusivo dos jogos da principal divisão francesa até 2012, através do Canal Plus, em parceria com a operadora de telecomunicações Orange. Foram mais de 650 milhões de euros investidos para que, durante 4 anos, os franceses tenham que sintonizar aquele canal para ver Pedro Pauleta, do Paris Saint-Germain, ou Juninho, do actual campeão Lyon, marcar golo. Além disso, os franceses também podem ver o futebol inglês em exclusivo nos canais do grupo francês.
Em Itália, é Silvio Berlusconi, antigo primeiro-ministro, quem controla os direitos televisivos das maiores equipas. Inter de Milão, Milan, Juventus e Roma fazem parte do pacote de clubes que apenas se pode ver jogar nos canais da empresa MediaSet ou no estádio. As equipas que dominam o campeonato italiano e que têm o maior número de adeptos em Itália têm acordos por 2 anos com a empresa, com excepção da Juventus, que acordou a exclusividade por 3 anos, até 2010. Ao todo, o grupo detido pela família Berlusconi gastou 285 milhões de euros para ter a vantagem face aos concorrentes, mas a exclusividade não tem convencido os analistas.
Para os accionistas das 3 empresas, mais do que a vitória em campo, interessa a vitória nas audiências. Nuno Alexandre Silva

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