Terça-feira, 24 de Junho de 2008

Taxa de juro: de inimigo a aliado

Jean-Claude Trichet. Foto: Bloomberg NewsNum país em que o endividamento é a parte fraca das finanças familiares, é natural que o aumento da taxa de juro de referência da Zona Euro seja visto como um drama. No entanto, a subida do preço do dinheiro também pode ser uma oportunidade para ganhar dinheiro. É esta a proposta que fazem 2 fundos cotados da gama x-trackers do Deutsche Bank: capitalizar as poupanças à taxa Eonia, que resulta da média ponderada de todas as operações de concessão de crédito efectuadas por 43 bancos europeus no mercado diário; ou à homóloga norte-americana. Dada a conjuntura, é uma ideia interessante. Com os elevados preços das matérias-primas agrícolas e energéticas a semear inflação pelo mundo, a única solução das autoridades monetárias para conter a subida dos preços é aumentar a taxa de juro.
Segundo o jornal The Washington Post, o presidente da Fed, Ben Bernanke, "não tem planos" para subir as taxas de juro, o que dado o nível actual da taxa de juro norte-americana, 2 por cento, e o risco cambial, tornam o investimento no db x-tracker Fed Funds Effective Rate menos apetecível. Porém, em relação à Zona Euro, o cenário é bem diferente. Primeiro, o BCE tem como meta manter a inflação controlada nos 2 por cento e esta atingiu em Maio o valor mais elevado desde 1992 (3,7 por cento). Segundo, porque Jean-Claude Trichet ameaçou tomar medidas já na reunião de 3 de Julho. Aliás, para Rainer Guntermann, economista do Dresdner Kleinwort, "não ficaríamos surpreendidos se o BCE subisse a taxa de juro para 4,5 por cento até ao final do ano". Actualmente, a taxa de referência está nos 4 por cento, mas os contratos de futuro sobre a Euribor a 3 meses para entrega em Junho de 2009 dizem que este indexante deverá cotar nos 5,20 por cento dentro de 1 ano, o que torna o db x-trackers Eonia Total Return Index, que ganhou 3,29 por cento no último ano, num aliado para ganhar com a anunciada subida do preço do dinheiro na Zona Euro. Joaquim Madrinha
Segunda-feira, 9 de Junho de 2008

Que acções escolher antes da subida dos juros?

Taxas sobemOs economistas não têm muitas dúvidas: o Banco Central Europeu incrementará em Julho a taxa mínima de refinanciamento em 0,25 pontos percentuais, para 4,25 por cento. Aliás, o mercado de derivados já está a contar com isso. Enquanto no início do ano os operadores desse mercado acreditavam que a Euribor a 3 meses alcançasse o valor de 4,28 por cento em Dezembro de 2008, agora os mesmo especialistas fixam a taxa em 5,46 por cento, o que representa um aumento de mais meio ponto percentual até ao final do ano.
A contar com isso, os analistas do JPMorgan apontam algumas sociedades que podem ganhar com o aumento dos juros. Os especialistas procuraram acções de empresas de sectores que ganharam nos últimos aumentos de taxas pelo BCE, que perderam mais de 20 por cento desde o topo do mercado em Julho, que registaram um aumento na recomendação média dos analistas nos últimos 3 meses e cujos rácios de avaliação recuperaram desde o fundo do mercado em Março. David Almas
 
Eleitas para ganhar
Estas são as escolhidas pelo JPMorgan para ganhar com a subida das taxas de juro da Zona Euro
Empresa Preço P/L Bolsa
Pirelli 0,5258€ 21,46 Milão
4,90€ 11,63
9,94€ 6,88
9,92€ 12,16
12,04€ 10,00
4,03€ 14,91
Electrocomponents 1,98€ 10,77 Londres
Adecco 35,33€ 8,77 Zurique
Sulzer 86,85€ 16,77 Zurique
Hays 1,25€ 8,69 Londres
ACS 35,85€ 9,12 Madrid
Davis Service Group 5,98€ 12,89 Londres
Alfa Laval 11,13€ 12,68 Estocolmo
Fonte: JPMorgan. P/L = preço ÷ lucros de 12 meses por acção. 6 de Junho de 2008

 

Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008

O Lado Bom da Crise

As taxas Euribor estão a cair como as acçõesSe não tem investimentos nos mercados de capitais e a sua preocupação é pagar as prestações dos créditos no final do mês exclame: Abençoada crise!. Para aliviar os bancos do aperto no mercado de crédito hipotecário de alto risco (subprime), os bancos centrais estão a descer as taxas de juro de refinanciamento interbancário.
Esta semana, o presidente da Reserva Federal norte-americana, Ben Bernanke, desceu a taxa de juro de referência em 0,75 por cento — de 4,25 para 3,5 por cento —, uma dimensão de corte que não acontecia desde 1984. Na Europa, o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, não quer seguir o mesmo caminho e já afirmou que o controlo da inflação é a maior preocupação do organismo. Em Novembro, a taxa de inflação na Zona Euro atingiu os 3 por cento, 1 ponto percentual além da meta estabelecida pelo organismo. No entanto, nem os analistas nem o mercado acreditam na teimosia do presidente do BCE. "Se Trichet não baixar a taxa de juro vai comprometer o crescimento económico", afirma Miguel Gomes da Silva, autor do livro "Investir e Ganhar Mais" e director da sala de mercados do Montepio. No último mês, as taxas Euribor corrigiram quase tanto quanto os mercados accionistas.
A continuar assim, quem têm créditos indexados à Euribor a 3 meses deverá sentir já um pequeno alívio em Fevereiro, caso a taxa do crédito seja revista nesse mês. Por exemplo, quem tiver um crédito de 100 mil euros a 30 anos com um spread de 0,70 por cento pagará menos 10 euros por mês. Se a taxa indexante do seu crédito for a Euribor a 6 meses, terá de esperar mais algum tempo para sentir o efeito positivo da crise que está a assolar os mercados financeiros. Joaquim Madrinha

Pesquisa Carteira

Arquivos

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

tags

todas as tags