Quinta-feira, 29 de Maio de 2008

Ganhe 15% no outro lado do mundo

Templo Borobudur. Foto: M3RAté há pouco tempo a Indonésia era um dos poucos países do mundo que quando era referenciado por algum motivo dava ao povo luso uma especial agonia. Afinal, a ocupação de Timor Leste era mais do que suficiente para criar um clima de hostilidade generalizado contra o regime de Jacarta. Mas, desde há seis anos a esta parte, o cenário alterou-se. Com a independência do país de Xanana Gusmão, as tensões foram-se aliviando aos poucos e, hoje, o ex-inimigo até pode vir a tornar-se o melhor aliado da sua carteira. 
Em declarações reproduzidas pela Bloomberg, o presidente da Bolsa de Valores da Indonésia, Erry Firmansyah, afirma que o índice de referência do país asiático poderá subir 15 por cento em 2008. Nem o recuo de 11 por cento que a praça indonésia leva por esta altura serve para refrear-lhe os ânimos. “O dinheiro com que o Governo estava a subsidiar os combustíveis poderá passar a ser aplicado no desenvolvimento de infraestruturas”, refere Firmansyah. De facto, o anúncio governamental que coloca um ponto final nos subsídios estatais concedidos para contrabalançar o aumento dos preços do petróleo está a gerar grande entusiasmo entre os investidores que seguem a praça de Jacarta. É que as rupias poderão agora ser canalizadas para projectos de desenvolvimento com a finalidade de dar um novo impulso ao crescimento económico da Indonésia. As cotadas do quarto país mais populoso do mundo agradecem e prometem retribuir a afectuosidade. Mas não entre em euforia. Se acredita no potencial do país composto por 17 500 ilhas, reserve no máximo 10 por cento do seu portefólio para este investimento. A demasiada especificidade do fundo pode sair-lhe cara em períodos menos bons da economia transcontinental que se reparte entre o continente asiático e a Oceania.
Para não deixar escapar este comboio de crescimento, terá que obrigatoriamente seguir na carruagem dos fundos de investimento. É o caso do Fidelity Indonesia, que apesar de não ter resistido ao tsunami do subprime que varreu as acções um pouco por todo o mundo no Verão de 2007, recuou apenas 1,19 por cento nos últimos 12 meses. Uma solução mais diversificada poderá ser feita através do Fidelity ASEAN, que além de dedicar 14 por cento do seu portefólio a acções da Indonésia, ainda procura boas oportunidades de investimento na Malásia, Singapura e Tailândia. Ambos os fundos se encontram à venda no ActivoBank7 e no Banco Best. Diogo Nunes

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